Facção é alvo de operação após apreensão de celulares em presídio

 A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO/PB) deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Elo Negro, com o objetivo de desarticular núcleos criminosos vinculados a uma organização criminosa atuante no estado.

A ação tem por objetivo cumprir oito mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e 12 medidas de sequestro e indisponibilidade de bens. As ordens judiciais estão sendo executadas nos municípios de Patos e Conde, na Paraíba, e da cidade de João Dias, no Rio Grande do Norte. Ordens judiciais também foram cumpridas em unidades prisionais onde se encontram custodiados alguns dos investigados.

A investigação teve início após a apreensão de aparelhos celulares no interior da Penitenciária de Segurança Máxima. A extração e a análise dos dados revelaram indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam a comandar atividades ilícitas mesmo durante o cumprimento de penas ou prisões provisórias.

Conforme apurado, os investigados coordenavam a aquisição, distribuição e comercialização de entorpecentes, negociar armas e munições, movimentar recursos financeiros e transmitir ordens a integrantes que se encontravam em liberdade.

As apurações identificaram dois núcleos criminosos interligados. Pessoas próximas aos detentos eram utilizadas para manter o funcionamento da estrutura criminosa fora do sistema prisional.

Também foram identificados diálogos relacionados à cobrança de dívidas decorrentes do tráfico de drogas, além de tratativas envolvendo a negociação de armas de fogo e o planejamento de ações violentas contra devedores e integrantes de facções rivais.

As medidas cautelares foram expedidas pela Vara Regionalizada de Garantias da Comarca de Patos.

A operação é da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/PB), formada pela Polícia Federal, Civil, Militar e Penal.

As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, visando identificar todos os participantes, esclarecer a extensão das atividades criminosas e promover a responsabilização individual dos envolvidos, bem como a asfixia financeira das organizações criminosas.

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