Pela quarta semana consecutiva, moradores denunciam a falta de receituário azul na rede municipal de saúde, situação que tem dificultado o acesso de pacientes a medicamentos controlados. Entre os mais prejudicados estão idosos e pessoas com doenças crônicas que dependem da renovação das receitas para dar continuidade ao tratamento.
A recorrente ausência da chamada “receita azul” tem provocado indignação entre usuários do sistema público de saúde de Lucena. Segundo relatos recebidos pelo portal, o problema já se estende por quatro semanas, sem que uma solução definitiva tenha sido apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde.
Para quem depende de medicamentos de controle especial, a falta do receituário não representa apenas um transtorno burocrático. Em muitos casos, significa a interrupção de tratamentos essenciais, colocando em risco a saúde de pacientes que já enfrentam enfermidades delicadas.
A situação tem gerado críticas à gestão do prefeito Léo Bandeira. Moradores afirmam que falta comando administrativo para resolver um problema considerado básico na prestação do serviço público de saúde. Na avaliação de usuários, a Prefeitura demonstra incapacidade de garantir um procedimento simples, mas indispensável para centenas de famílias.
Outro ponto que chama atenção é a ausência de manifestação dos órgãos responsáveis pela defesa dos direitos coletivos a exemplo do próprio MPPB,que mantém distância do problema . Diante das denúncias recorrentes, muitos cidadãos questionam por que ainda não houve uma atuação mais incisiva dos órgãos de fiscalização para apurar as causas da repetição do problema e cobrar providências.
Enquanto isso, idosos, pacientes psiquiátricos e pessoas com outras patologias continuam enfrentando incertezas para obter medicamentos de uso contínuo junto as unidades de saúde de Lucena . Para quem depende desses remédios, cada dia sem a emissão da receita representa mais do que burocracia: representa insegurança e risco à própria saúde.
