Desgaste administrativo e ausência de alianças regionais limitam pré-campanha de Denise Ribeiro, em Sapé

 Major Sidnei usa redes sociais e se declara para primeira-dama de Sapé, Denise  Ribeiro – Blog CHICO SOARESO esfriamento da pré-campanha de Denise Ribeiro não pode ser analisado de forma isolada. Ele dialoga diretamente com o momento político vivido pela gestão municipal de Sapé, comandada por seu marido, o prefeito Major Sidnei Paiva. Em política, candidaturas não caminham sozinhas: carregam, inevitavelmente, o saldo da administração que as cerca.

Nos últimos meses, a gestão do prefeito acumulou sinais de desgaste, sobretudo em uma área sensível como a saúde. Queixas recorrentes sobre atendimento, dificuldades estruturais e a ausência de respostas mais consistentes criaram um ambiente de insatisfação silenciosa, que tende a transbordar para qualquer projeto eleitoral associado ao núcleo do poder municipal.

Há também um componente político decisivo. O prefeito Major Sidnei parece ter deslocado o centro de suas atenções da administração cotidiana para a tentativa de estruturar a pré-campanha da esposa. O problema é que esse movimento não produziu os efeitos esperados em nenhuma das duas frentes.

Enquanto concentra esforços na projeção política de Denise Ribeiro, a gestão dá sinais de perda de ritmo e de foco. A percepção de que a prefeitura entrou em segundo plano fragiliza a imagem do prefeito e, por consequência, compromete o próprio projeto eleitoral que ele tenta impulsionar.

Mas há um limite estrutural que começa a se impor com clareza: Sapé, isoladamente, não é suficiente para eleger uma deputada estadual. Qualquer candidatura viável precisa romper fronteiras, construir alianças e consolidar bases fora do município de origem. E é exatamente aí que o projeto de Denise Ribeiro encontra hoje sua maior dificuldade.

O casal político não conseguiu, até agora, convencer lideranças de cidades vizinhas estratégicas, como Mari, Sobrado e Riachão do Poço — municípios próximos e decisivos para a formação de um bloco regional competitivo. A ausência de apoios consistentes nesses territórios expõe a fragilidade de uma pré-campanha excessivamente dependente do capital político local.

Ou seja:

Nem a prefeitura entrega resultados consistentes, nem a candidatura consegue avançar. Na política, o tempo raramente perdoa projetos que demoram a encontrar rumo.

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