O deputado estadual Eduardo Carneiro (Solidariedade) está conseguindo um feito raro na política: conquistar, em pouco tempo, a mesma fama negativa que persegue o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo — a de não cumprir acordos.
Na eleição de 2022, Carneiro montou a chapa do Solidariedade à Assembleia Legislativa com a promessa de rodízio entre os suplentes. Mas, até agora, não teve a grandeza de ceder sequer um único dia de licença para que os colegas de partido assumissem o mandato.
O maior prejudicado é Dudu Soares, primeiro suplente da legenda, que obteve quase 22 mil votos e permanece à margem, mesmo com legitimidade política para ocupar uma cadeira na Casa de Epitácio Pessoa.
O gesto de Eduardo, além de trair a confiança dos aliados, expõe um estilo de liderança personalista e centralizador, que pode custar caro em futuras eleições. Não à toa, dois partidos já se movimentam para atrair Dudu Soares, que, ao contrário do titular, demonstra ter credibilidade.
A má fama de Eduardo Carneiro se espalhou na classe política e agora o deputado enfrenta dificuldades para montar a cauda do Solidariedade.