MP pede investigação policial sobre ataques misóginos nas redes sociais contra jovem morta em salto de rope jump

 O Ministério Público solicitou a abertura de uma investigação policial para apurar ataques misóginos e discursos de ódio publicados nas redes sociais contra uma jovem que morreu durante a prática de rope jump. A medida busca identificar e responsabilizar os autores das mensagens ofensivas, que passaram a circular após a repercussão do caso.

Segundo o MP, os comentários apresentam indícios de crimes relacionados à violência de gênero, incitação ao ódio e possível violação da dignidade da vítima e de seus familiares. A investigação será conduzida pela Polícia Civil, que poderá requisitar informações às plataformas digitais para identificar os perfis responsáveis pelas publicações.

A jovem morreu durante um salto de rope jump, modalidade de esporte de aventura em que o participante salta de uma estrutura elevada preso por cordas específicas de segurança. Após o acidente, familiares e amigos passaram a denunciar a onda de ataques virtuais, marcada por mensagens de deboche, culpabilização da vítima e conteúdo de teor misógino.

O Ministério Público ressaltou que a liberdade de expressão não protege manifestações que configurem discurso de ódio ou ofensas criminosas. Caso os responsáveis sejam identificados, eles poderão responder nas esferas criminal e cível, conforme a legislação vigente.

O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte da jovem e, paralelamente, para apurar a autoria das publicações ofensivas que motivaram a atuação do Ministério Público.

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