CRISE EM LUCENA: Vereadores cobram explicações de Léo Bandeira e Netinho de Lando sobre mais de 10 obras paradas

 A sessão da Câmara Municipal de Lucena foi marcada por fortes cobranças à gestão do prefeito Léo Bandeira e do vice-prefeito Netinho de Lando. Vereadores da oposição e bancada independente denunciaram o abandono de obras públicas, questionaram gastos milionários com combustíveis e exigiram transparência imediata na aplicação dos recursos destinados ao município.

Cenário de Estagnação e Obras Abandonadas

O vereador Mersinho da UP liderou as cobranças ao afirmar que Lucena vive um cenário de estagnação administrativa, mesmo com recursos públicos disponíveis para investimentos. Segundo o parlamentar, mais de dez obras encontram-se paralisadas em diferentes localidades do município.

Entre as principais obras citadas que continuam sem sair do papel estão:

  • Quadra da Gameleira;

  • Quadra da Estiva do Geraldo;

  • Unidade Básica de Saúde (UBS) de Costinha;

  • Intervenções na orla marítima;

  • Projetos de melhoria das estradas da zona rural.

     
    “Lucena está parada no tempo, não anda, não avança. Existem recursos, existem promessas, mas as obras continuam sem sair do papel. O povo merece uma explicação”, desabafou o vereador Sandro Toscano durante o uso da tribuna.

Cobranças de R$ 1,4 Milhão para a Saúde

Mersinho da UP também direcionou cobranças específicas ao vice-prefeito Netinho de Lando a respeito de verbas destinadas à área da saúde. De acordo com o vereador, o deputado federal Damião Feliciano destinou cerca de R$ 1 milhão para a construção de uma unidade de saúde no município. O valor teria sido complementado por aproximadamente R$ 400 mil através de emenda do deputado estadual Tarcísio Diniz.

“Prefeito e vice-prefeito caminham politicamente juntos. Portanto, precisam dizer ao povo onde estão esses recursos e o que foi feito com cada centavo destinado para essa obra”, declarou Mersinho.

Ambulância Desmanchada e Prédios no Mato

As críticas à área da saúde ganharam ainda mais força com a denúncia do vereador Sandro Toscano sobre o patrimônio público. Segundo ele, uma ambulância municipal está abandonada em uma oficina em João Pessoa, sem motor e sem condições de uso.

Toscano também relatou a situação do Laboratório Municipal de Entomologia, que se encontra cercado por lixo, mato alto e sinais evidentes de abandono, além de diversos outros prédios públicos que apresentam infiltrações, mofo e graves problemas estruturais.

Gasto Suspeito de Combustíveis sob a Mira do Legislativo

Outro ponto que elevou a temperatura do debate foi o questionamento sobre os gastos da prefeitura com combustíveis. Os vereadores apontaram despesas que ultrapassam R$ 1,5 milhão em apenas cinco meses de gestão — o equivalente a uma média superior a R$ 300 mil por mês.

A oposição também questionou o fato de Lucena possuir postos de combustíveis em pleno funcionamento dentro do município e, mesmo assim, a prefeitura registrar abastecimentos realizados em outra cidade, localizada a cerca de 40 quilômetros de distância.

Projeto “Lucena Transparente” é Protocolado

Como resposta institucional à falta de respostas do Poder Executivo, o vereador Mersinho da UP protocolou formalmente na Casa o projeto de lei “Lucena Transparente”. A iniciativa visa ampliar os mecanismos de fiscalização dos gastos públicos, obrigando a gestão a facilitar o acesso da população e dos órgãos de controle às informações financeiras e administrativas do município.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Lucena não havia se pronunciado oficialmente sobre as denúncias apresentadas pelos parlamentares. O espaço segue aberto para os esclarecimentos do prefeito Léo Bandeira e do vice Netinho de Lando.

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