Defesa Civil “fantasma”? Denúncia levanta suspeitas sobre gestão de Aliny Povão em Cruz do E.Santo; órgão responsável estaria nas mãos de tia aposentada

 Uma denúncia que circula no município aponta para um cenário, no mínimo, curioso — ou preocupante — na estrutura da Defesa Civil local. A pergunta é simples: onde está, de fato, a Defesa Civil de Cruz do Espírito Santo?

De acordo com as informações levantadas, nomes ligados diretamente à família da prefeita Aliny Povão estariam ocupando cargos estratégicos no órgão. Um dos casos citados é o de uma tia da gestora, aposentada, residente em João Pessoa, que, ainda assim, constaria como diretora da Defesa Civil municipal, com cargo comissionado (C-3).

Outro nome mencionado é o de um primo da prefeita, também morador da capital, igualmente vinculado à função de diretor da Defesa Civil — coincidência ou padrão?

A crítica central é direta: segundo a denúncia, nenhum dos diretores estaria efetivamente exercendo suas funções no município.

O ponto mais sensível vem na sequência. Cruz do Espírito Santo já enfrentou episódios graves envolvendo desabamentos e enchentes, alguns com vítimas. Em um cenário assim, a atuação da Defesa Civil não é detalhe — é necessidade básica.

As fortes chuvas que atingem Cruz do Espírito Santo já deixaram um rastro conhecido — e aparentemente ignorado. Acesso à zona rural comprometido, comunidades isoladas e o Rio Paraíba avançando com força sobre áreas urbanas.

O ponto mais crítico é a chamada “Ponte da Batalha”, que passa a ser vista como símbolo do risco iminente. A estrutura, segundo relatos de moradores, já apresenta sinais de ameaça diante do volume de água.

Daí o tom de ironia que ecoa entre moradores: a Defesa Civil existe de verdade ou apenas na folha de pagamento?

Enquanto isso, a gestão municipal é acusada de priorizar articulações políticas e nomeações familiares, deixando em segundo plano áreas essenciais para a população.

A pergunta permanece aberta — e merece resposta oficial:
onde está a Defesa Civil de Cruz do Espírito Santo?

Agora, cabe aos órgãos de controle investigar se há irregularidades ou se tudo não passa de mais um “mal-entendido administrativo” — daqueles que, por coincidência, sempre envolvem parentes.

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