OPINIÃO: “Instituto Federal do Sertão Paraibano: um sonho antigo que se tornou realidade” – Hugo Motta

 8140FF6B FE56 49F3 B500 52A8232D386DO presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, assina o quadro exclusivo Opinião do BC1 defendendo a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano como um marco histórico para a educação no interior da Paraíba. No artigo, ele afirma que o novo instituto realiza um sonho antigo do povo sertanejo, fortalece a interiorização do ensino técnico e superior e coloca Patos no centro de uma nova etapa de desenvolvimento regional.  

A criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano representa muito mais do que uma reorganização administrativa da rede federal de educação. Ela simboliza a realização de um sonho antigo da população sertaneja e da comunidade acadêmica que, há anos, defende a necessidade de fortalecer a presença do ensino técnico e superior no interior da Paraíba.

O processo de desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) não surge de forma improvisada. Trata-se de uma demanda histórica construída a partir da própria expansão da instituição ao longo das últimas décadas. Com o crescimento do número de campi e o fortalecimento das atividades acadêmicas no Sertão, tornou-se evidente a necessidade de uma estrutura administrativa própria, capaz de dar maior agilidade às decisões, ampliar investimentos e fortalecer a identidade regional da educação pública federal.

Nesse contexto, a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano surge como um passo natural para consolidar o processo de interiorização do ensino superior e da educação tecnológica. A nova instituição será formada pelos campi atualmente instalados no Sertão do estado, reunindo unidades localizadas em cidades estratégicas da região, como Patos, Sousa, Cajazeiras, Princesa Isabel, Santa Luzia, Itaporanga e Catolé do Rocha, territórios que concentram forte vocação educacional e grande demanda por formação profissional qualificada.

Durante muitos anos, estudantes e professores dessas regiões enfrentaram dificuldades para acessar oportunidades educacionais mais próximas de suas realidades. Jovens talentosos precisavam migrar para grandes centros ou enfrentar longas distâncias para estudar. Ao fortalecer a estrutura educacional no Sertão, damos um passo decisivo para transformar essa realidade, permitindo que o conhecimento, a inovação e a formação profissional estejam cada vez mais próximos das pessoas.

A instalação da reitoria em Patos tem um significado especial nesse processo. A cidade consolidou-se, ao longo das últimas décadas, como um importante polo regional de educação, saúde e serviços. Localizada em posição estratégica no Sertão paraibano, Patos reúne condições estruturais e logísticas para sediar a administração central da nova instituição, garantindo integração entre os diversos campi e ampliando a capacidade de gestão e planejamento da rede federal na região.

Mais do que uma escolha geográfica, trata-se de reconhecer o protagonismo do Sertão na construção de uma educação pública mais democrática e acessível. A presença da reitoria em Patos fortalece o desenvolvimento regional, estimula a produção científica local e contribui para a formação de uma geração de profissionais preparados para enfrentar os desafios do semiárido brasileiro.

A interiorização do ensino superior e tecnológico é uma das políticas públicas mais transformadoras do Brasil contemporâneo. Quando levamos educação de qualidade para o interior, criamos oportunidades, estimulamos o empreendedorismo, fortalecemos a economia local e abrimos caminhos para que milhares de jovens possam construir seu futuro sem precisar deixar suas cidades.

A criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano representa, portanto, um marco histórico. É a materialização de uma luta coletiva que envolve estudantes, professores, servidores, lideranças políticas e toda a sociedade sertaneja que acredita na educação como instrumento de transformação social.

Seguiremos trabalhando para que esse projeto se consolide plenamente, garantindo estrutura, investimentos e novos cursos que atendam às vocações econômicas e sociais da nossa região.

Porque quando a educação chega ao interior, ela não transforma apenas o presente. Ela abre portas para o futuro.

E o futuro do Sertão da Paraíba passa, necessariamente, pela força da educação.

Postar um comentário

0 Comentários