Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, o presidente do Legislativo,vereador Mersinho da UP, fez um duro discurso contra setores ligados à gestão municipal após a repercussão de um acidente ocorrido na última quarta-feira envolvendo um quadriciclo conduzido por ele e uma jovem que pilotava uma motocicleta.
Segundo o parlamentar, o episódio — que classificou como um “simples acidente” — foi explorado de forma política nas redes sociais por integrantes da administração municipal. De acordo com Mersinho, um verdadeiro “quartel-general digital” teria sido montado para transformar o caso em escândalo público e atacar sua imagem perante a população.
“O que houve foi um acidente, algo que pode acontecer com qualquer pessoa. Mas transformaram isso em espetáculo nas redes sociais para tentar destruir minha reputação”, afirmou o presidente da Câmara.
Durante o discurso, Mersinho revelou um fato que classificou como lamentável. De acordo com ele, no momento do acidente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do município estaria sem combustível para atendimento.
O presidente da Câmara disse que a situação demonstra o nível de precariedade da estrutura pública local.
“Comboio para foto e fake news”
No discurso, Mersinho também acusou aliados da gestão municipal de promoverem uma mobilização coordenada para amplificar o caso nas redes sociais.
Segundo ele, “um grupinho escalado” teria sido mobilizado para produzir conteúdo e espalhar críticas, enquanto problemas estruturais da cidade seguem sem solução.
“O mesmo pessoal que saiu em comboio para tirar foto e espalhar fake news poderia mostrar também as ações positivas desta Casa e o trabalho sério que vem sendo feito pelos vereadores”, declarou.
Ele citou como exemplo a atuação dos parlamentares Sandro Toscano e Fabiana Maria, além de outros membros da Câmara, destacando iniciativas e projetos apresentados pelo Legislativo.
Obras abandonadas viram alvo de críticas
O presidente da Câmara aproveitou o pronunciamento para direcionar críticas diretas à gestão municipal, apontando o que classificou como abandono de obras públicas há mais de quatro anos.
Entre os exemplos citados estão:
- Ginásio da comunidade de Gameleira
- Praça da Estiva do Geraldo
- Praça do bairro 13
- Creche do Bairro Novo
- Unidade de saúde (PSF) de Costinha
Segundo Mersinho, várias dessas obras estão paradas há anos ou sequer saíram do papel.
“Se procurar algumas dessas obras, simplesmente não existem. E quando se cobra explicação, o secretário responsável permanece calado”, afirmou.
Sandro Toscano cobra explicações
Durante o debate, o vereador Sandro Toscano pediu aparte e informou que já protocolou um ofício de convocação para que representantes da Prefeitura prestem esclarecimentos sobre sete obras paralisadas há mais de dois anos no município.
O parlamentar também fez uma crítica direta ao caso do suposto ginásio de Gameleira.
“Não existe ginásio nenhum. O que foi feito ali foi apenas um muro, e anunciaram como se fosse um ginásio”, declarou.
Clima político esquenta
O discurso evidenciou o clima de tensão entre o Legislativo e setores da administração municipal. Para Mersinho, a tentativa de transformar o acidente em escândalo seria uma estratégia para desviar a atenção da população da falta de obras e da estagnação administrativa.
“A cidade está parada, estagnada. Em vez de responder pelas obras abandonadas, preferem atacar quem cobra e trabalha”, concluiu.
Nos bastidores políticos, a fala do presidente da Câmara repercutiu fortemente e deve ampliar o debate sobre a situação das obras públicas e a condução da gestão municipal.
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