Na noite desta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, um episódio grave marcou a sessão da Câmara Municipal de Bayeux e provocou forte reação popular. Moradores da cidade foram impedidos de acessar o plenário, mesmo tratando-se de uma Casa Legislativa, espaço que por natureza deve ser público, democrático e acessível à população.
De acordo com relatos de populares que estavam no local, o acesso à Câmara foi bloqueado sem explicação clara, impedindo cidadãos de acompanhar os trabalhos legislativos, fiscalizar os vereadores e exercer um direito garantido pela Constituição: a participação e o acompanhamento dos atos do poder público.
A situação gerou indignação e tumulto do lado de fora, com moradores questionando a medida e cobrando esclarecimentos. Muitos classificaram o episódio como um desrespeito à população e um ataque direto à transparência, já que decisões que impactam a vida da cidade estariam sendo tomadas sem a presença do povo.
Especialistas em direito público lembram que as sessões das câmaras municipais, salvo exceções legais muito específicas, devem ser abertas ao público, justamente para garantir a fiscalização popular e o funcionamento saudável da democracia. Impedir o acesso de cidadãos, sem justificativa formal, pode configurar violação aos princípios da publicidade e da legalidade.
Até o momento, não houve nota oficial esclarecendo os motivos do bloqueio, nem identificação de quem determinou a restrição de acesso. A ausência de explicações só aumentou a desconfiança e alimentou questionamentos sobre o que estaria sendo discutido ou deliberado naquela sessão.
O episódio reacende um debate antigo em Bayeux: o distanciamento entre o poder legislativo e a população. Para muitos moradores, a Câmara deixou de cumprir seu papel de representar o povo e passou a agir de forma fechada, alimentando a sensação de que decisões importantes estão sendo tomadas longe do olhar público.
A população agora cobra explicações imediatas, além de providências para que situações como essa não se repitam. Entidades civis e lideranças comunitárias defendem que o caso seja apurado e que haja responsabilização, caso seja constatada irregularidade.
O que ficou evidente nesta terça-feira é que barrar o povo da Casa do Povo fere a democracia, enfraquece a confiança nas instituições e amplia o clima de tensão política na cidade. Bayeux acorda nesta quarta-feira com uma pergunta ecoando nas ruas: quem fechou as portas da Câmara — e por quê?
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