Cara de pau de André Coutinho: o prefeito cassado que deixou a bagunça agora ataca quem tenta arrumar

 As imagens de lixo espalhado pelas ruas de Cabedelo que circulam nas redes sociais não partiram de moradores indignados nem de órgãos de fiscalização. Vieram do próprio ex-prefeito cassado, André Coutinho. Um gesto que diz muito menos sobre a situação da cidade hoje e muito mais sobre o incômodo de quem perdeu o “brinquedo” do poder e parece não ter aceitado a realidade dos fatos.

É preciso recolocar o debate no lugar certo. Edvaldo Neto assumiu a Prefeitura de Cabedelo de forma interina há menos de uma semana. Não existe mágica administrativa capaz de reorganizar, em poucos dias, uma máquina pública que foi entregue desestruturada, com contratos inchados, gastos elevados e sinais claros de desorganização. Cobrar resultados imediatos nesse cenário é, no mínimo, desonesto.

André Coutinho não foi surpreendido pela cassação. Ao contrário, já sabia que era iminente a perda do mandato e, ainda assim, seguiu gastando muito dinheiro público, firmando contratos que hoje levantam suspeitas e deixando uma prefeitura financeiramente pressionada e operacionalmente bagunçada. O lixo que aparece nas fotos não brotou do chão após a posse de Edvaldo Neto, ele é reflexo direto de uma gestão que terminou em colapso político e administrativo. O próprio André Coutinho agora mostra imagens do lixo acumulado que sua gestão deixou pela cidade.

O mais grave é a tentativa de inverter a narrativa. O ex-prefeito, responsável pelo estado em que a cidade foi entregue, agora posa de fiscal, apontando problemas que ele mesmo ajudou a criar.

Edvaldo Neto não herdou uma cidade organizada, herdou uma casa revirada. E qualquer avaliação minimamente honesta precisa levar isso em conta. A população de Cabedelo merece saber quem realmente deixou o problema e quem está tentando, com pouco tempo e muitos obstáculos, começar a colocar ordem onde antes reinava a desorganização.

Criticar é fácil quando se abandona o comando. Difícil é assumir o caos deixado por outros e encarar a tarefa de reconstruir. O resto é dor de cotovelo disfarçada de preocupação com a cidade.

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