TCE aponta ilegalidade em novo contrato da Câmara de Cabedelo e presidente já soma 12 processos em nove meses

 TCE aponta ilegalidade em novo contrato da Câmara de Cabedelo e presidente já soma 12 processos em nove mesesO presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, Edvaldo Manoel de Lima Neto, enfrenta mais uma dor de cabeça no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). O Ministério Público de Contas (MPC) emitiu, no dia 10 de setembro, um parecer que considera procedente a denúncia contra o Pregão Eletrônico nº 07/2025, destinado à contratação de serviços de apoio operacional e manutenção predial da Casa Legislativa.

Com essa nova decisão, Edvaldo Neto acumula 12 processos em apenas nove meses à frente do Legislativo cabedelense — um número que já desperta atenção dos órgãos de controle e da opinião pública. Se o ritmo continuar, a piada de “pedir música no Fantástico” já virou quase rotina.

O parecer nº 01291/25 identificou duas falhas centrais no certame. A primeira diz respeito à inabilitação indevida de licitantes. As empresas R2 Representações e Ametista Construções foram desclassificadas por não apresentarem o balanço patrimonial de 2024. O problema é que a sessão pública aconteceu em 24 de abril de 2025, antes mesmo do prazo legal para a entrega desses documentos, que vai até 30 de abril. O ato foi considerado uma “mácula insuperável”, comprometendo a lisura do processo licitatório.

A segunda irregularidade apontada foi a falta de comprovação da necessidade de pessoal. O edital previa a contratação de 56 prestadores de serviço para 16 postos de trabalho, sem qualquer estudo técnico que justificasse esse número. A defesa argumentou que a nova sede da Câmara é maior, mas o MPC destacou que não há documentos ou parâmetros objetivos que sustentem essa alegação.

Diante das irregularidades, o Ministério Público de Contas recomendou a declaração de irregularidade do pregão e do contrato firmado, a aplicação de multa ao presidente Edvaldo Neto e a concessão de prazo de 30 dias para que a Câmara restabeleça a legalidade do processo, sob pena de novas medidas. Também foram feitas recomendações administrativas para evitar reincidências.

O novo parecer amplia o cerco do TCE à gestão de Edvaldo Neto. Em menos de um ano de mandato, o presidente acumula um histórico de 12 processos, reforçando a percepção de que a Câmara de Cabedelo está sob vigilância permanente dos órgãos de controle.

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