Cabedelo carrega nas costas uma marca dolorosa: corrupção endêmica, prefeitos e vereadores afastados, gestores acusados de relações escusas com o crime organizado e até candidaturas financiadas por dinheiro sujo. Uma cidade que, como destacou o procurador de Justiça e coordenador do GAECO, Otávio Paulo Neto, foi praticamente engolida pelo poder devastador do tráfico e da criminalidade organizada.
Mas nem tudo é lama. Há sinais de que é possível resgatar a cidade – e eles passam por ações concretas de gestão pública. Foi o que nossa reportagem constatou ao visitar o Porto de Cabedelo, onde o governo João Azevêdo, por meio da atuação firme de Ricardo Barbosa, ex-deputado e atual diretor presidente, vem promovendo uma verdadeira reviravolta.
O porto não é mais apenas porta de entrada de mercadorias: tornou-se símbolo de investimentos sociais, culturais e educacionais. Ricardo Barbosa soube articular políticas que não só fortaleceram a atividade portuária, mas também irradiaram benefícios para a cidade e sua população. Um contraponto direto à podridão política que transformou Cabedelo em vitrine da corrupção e do crime no passado.
O procurador Otávio Paulo Neto foi claro: só haverá saída se governos estadual e municipal atuarem de forma séria e comprometida. O combate passa por dois caminhos: punir sem piedade os agentes públicos que se associaram ao crime e, ao mesmo tempo, apoiar gestores que provem na prática que há alternativa possível – como demonstram as iniciativas de Ricardo Barbosa.
Cabedelo está diante de uma encruzilhada: continuar como refém da criminalidade ou apostar em um projeto de reconstrução baseado em trabalho, seriedade e compromisso com o bem comum. O tempo dirá se a cidade escolherá a lama ou a esperança.
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