Caso Berenice: Polícia apresenta detalhes inéditos da investigação

 A Polícia Civil de São Paulo intensificou a procura por Ney, testemunha-chave no desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, após relatos de que ele teria presenciado o crime. Segundo o inquérito, Ney estava no veículo quando a vítima foi baleada e desapareceu a caminho do Rio de Janeiro. A identificação e localização desse homem tornaram-se prioridade para esclarecer os fatos e confirmar as circunstâncias em que tudo ocorreu.

Conhecido apenas como Ney, o homem acompanhava Berenice e a empresária Eliane – dona da pousada onde a cozinheira trabalhava – em uma caminhonete no dia 30 de junho de 2026, quando deixaram Ubatuba em direção ao Rio de Janeiro. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião, passou a buscar ativamente seu paradeiro após constatar indícios de que ele poderia sofrer ameaças de pessoas ligadas à principal suspeita, que já está sob prisão temporária.
 
Nos depoimentos colhidos até o momento, Ney teria afirmado que aceitou acompanhar Eliane para ajudar no transporte de Berenice até a capital fluminense. Durante o trajeto, Eliane teria sacado uma arma de fogo e disparado contra a cozinheira ainda dentro do veículo. Essas declarações, que aguardam confirmação oficial, serviram de base para a criação de uma força-tarefa encarregada de localizar o homem e resguardar a integridade de seu depoimento, considerado essencial para elucidar o que de fato aconteceu.

A investigação agora busca entender se Ney está sendo intimidado ou impedido de colaborar com as autoridades. Por isso, a polícia não só intensificou as diligências para encontrá-lo, mas também tomou medidas de segurança para preservar sua integridade física e psicológica. Ao mesmo tempo, equipes forenses analisam vestígios, imagens de câmeras de monitoramento e registros telefônicos para confrontar a versão apresentada pela testemunha.

Os peritos trabalham para confirmar a dinâmica do crime e apurar se outras pessoas participaram da ocultação do corpo ou tentaram interferir nas investigações. Há hipóteses de participação de terceiros, e a polícia avalia possíveis cúmplices que possam ter colaborado na viagem ou no cerceamento de provas. Todas as diligências seguem em sigilo para evitar vazamentos e proteger os envolvidos.

Desde o desaparecimento de Berenice, familiares cobram respostas sobre o paradeiro da cozinheira, cujo corpo ainda não foi localizado. As buscas são realizadas em diversos pontos do litoral norte paulista e complementadas por denúncias anônimas e análises técnicas. Com a prisão temporária de Eliane, a expectativa é de que o depoimento de Ney seja o elemento definitivo para que a polícia esclareça o crime e encontre o corpo da vítima.

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