O senador Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado nesta quarta-feira (24), oito dias após ter sido citado como alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
Segundo relatos, Wagner resistia a deixar o cargo e afirmava que só abriria mão da função caso fosse um pedido direto do presidente. Nos últimos dias, porém, aliados passaram a defender publicamente sua saída como forma de permitir sua defesa fora da liderança governista.
Nesta quarta-feira, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, chegou a afirmar que, em seu entendimento, o presidente Lula deveria substituir o senador na função de liderança do governo no Congresso.
Wagner, que é pré-candidato à reeleição, nega ter recebido qualquer vantagem indevida relacionada ao banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no extinto Banco Master.
A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, investiga supostas irregularidades envolvendo agentes públicos e o sistema financeiro, mas os detalhes sobre o eventual envolvimento do senador ainda estão sob apuração.
Até o momento, não houve confirmação de denúncia formal apresentada contra Wagner no âmbito do caso.

