Tabata Amaral, deputada de São Paulo, pede expulsão de Fábio Tyrone do PSB por violência contra Myriam Gadelha

 A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) disse que vai encaminhar ao Conselho de Ética do PSB o pedido de expulsão do ex-prefeito de Sousa, Sertão da Paraíba, e pré-candidato a deputado federal Fábio Tyrone Braga da legenda. O partido é presidido pelo ex-prefeito do Recife, João Campos, marido da parlamentar paulista.

A decisão foi comunicada por Tabata nesta segunda-feira (5), em reposta a uma marcação de seu perfil em uma rede social d euma advogada que relembra e cobra providência em relação ao caso de agressão envolvendo Fábio Tyrone e uma ex-namorada.

“Não podemos ter nenhuma tolerância quando estamos falando de violência contra as mulheres”, afirmou a deputada.

Nos comentários, a advogada Myriam Gadelha, que foi vítima da agressão, citou que o PSB Mulher já teria solicitado a expulsão do ex-prefeito, e aguardam agora um posicionamento da Executiva Nacional. A publicação, que já tem duas semanas, também cita diretamente o PSB Nacional e João Campos. Até o momento, não houve manifestação sobre o caso.

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Fábio Tyrone foi incluído na nominata para disputa à Câmara Federal pelo PSB. Na época, ele estava inelegível devido à condenação por violência doméstica.

Há duas semanas, no entanto, Tyrone conseguiu reduzir a pena no Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 1 ano e 4 meses de prisão para 10 meses e 25 dias de prisão, ficando, em tese, apto para concorrer este ano, caso não haja reversão jurídica.

Caso seja expulso, o pré-candidato ficará impedido de disputar as eleições de 2026, já que o prazo para filiação partidária se encerrou no último dia 4 de abril.

Imagens das agressões sofridas por Myriam em 2018. Fotos acostadas ao processo

Em maio de 2024, Fábio Tyrone foi condenado por agressão contra a ex-namorada, Myriam Gadelha. O episódio ocorreu em dezembro de 2018, no apartamento da vítima em João Pessoa.

A sentença foi proferida pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que fixou pena de um ano, quatro meses e sete dias de detenção, em regime aberto. Além disso, a decisão determinou o pagamento de indenização de R$ 15 mil à vítima.

À época, a defesa do político sousense alegou legítima defesa e pediu o reconhecimento de excludente de ilicitude.

Fábio Tyrone comandou a Prefeitura de Sousa por três mandatos, sendo de 2009 a 2012; 2017 a 2020; e 2020 a 2024.

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