
A vereadora Eloah Felinto rebateu declarações da prefeita Tacyana Leitão e negou que o Legislativo tenha fechado uma creche no município. Em entrevista ao Portal Fonte83, a parlamentar afirmou que o espaço questionado sequer poderia ser considerado uma unidade adequada para funcionamento educacional.
Segundo Eloah, o local citado pela gestão é, na verdade, um anexo do Colégio Municipal Moacir Dantas e apresentaria uma série de irregularidades estruturais. “É uma casa de quatro cômodos, sem ventilação, sem saída de emergência e sem estrutura para receber crianças. Não tem condições de ser uma creche”, declarou.
A vereadora também levantou suspeitas sobre o contrato do imóvel, classificando o valor do aluguel como “superfaturado”. De acordo com ela, o espaço estaria sendo pago por cerca de R$ 4 mil mensais, apesar de, segundo sua avaliação, valer aproximadamente R$ 1.500.
Outro ponto considerado mais grave pela parlamentar é a suposta ligação do imóvel com pessoas ligadas à gestão municipal. Eloah afirmou que a proprietária seria uma assessora direta da prefeita e que familiares dela também teriam vínculos com a Prefeitura. “A negativa não foi contra crianças, foi contra irregularidades”, reforçou.
A vereadora disse ainda que os parlamentares não foram convidados pela gestão para discutir alternativas para as crianças atendidas no local e criticou uma ação judicial que, segundo ela, tenta impedir visitas de fiscalização sem autorização prévia, sob pena de multa.
Diante das denúncias, Eloah confirmou que pretende formalizar o caso junto ao Ministério Público para apuração. “A população precisa entender que não estamos fechando creche, estamos combatendo irregularidades e exigindo qualidade no serviço”, concluiu.
A Prefeitura de Bayeux ainda não se pronunciou sobre as novas acusações até o momento.

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