O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas não resistiu. A causa da morte não foi divulgada.
Conhecido como “Mão Santa” e eterno camisa 14 da seleção brasileira, Oscar foi um dos principais responsáveis por popularizar o basquete no país e é considerado um dos maiores nomes da modalidade no mundo.
Em nota, a família lamentou a morte e destacou a trajetória do atleta, lembrando sua longa batalha contra um tumor cerebral, diagnosticado em 2011. O velório e o enterro serão restritos a familiares e amigos.
Nascido em Natal (RN), em 1958, Oscar construiu uma carreira histórica. Disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos — de Moscou-1980 a Atlanta-1996 — e se tornou o maior pontuador da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos.
Ao longo de mais de duas décadas nas quadras, somou quase 50 mil pontos na carreira e, por anos, foi o maior cestinha da história do basquete mundial. Em 2024, acabou superado pelo astro americano LeBron James.
Mesmo sem nunca ter atuado na NBA, onde foi draftado em 1984 pelo New Jersey Nets, optou por seguir defendendo a seleção brasileira, decisão que marcou sua trajetória. Em 1987, liderou o Brasil na conquista histórica do ouro no Pan-Americano de Indianápolis, com vitória sobre os Estados Unidos.
Oscar também teve passagens de destaque por clubes no Brasil, na Itália e na Espanha, e encerrou a carreira em 2003, no Flamengo.
Reconhecido internacionalmente, foi incluído no Hall da Fama da Fiba e, em 2013, no Hall da Fama da NBA, consolidando seu legado como um dos maiores jogadores da história do basquete.
0 Comentários