ANÁLISE: A saia justa posta por Ricardo Vital de Almeida na Justiça Eleitoral da Paraíba

 O desembargador Ricardo Vital de Almeida, responsável por determinar e autorizar prisões e mandados de busca e apreensão contra ‘nomes de peso’ da Paraíba, colocou a Justiça Eleitoral do estado em uma verdadeira saia justa. Há quem diga, nos bastidores do Judiciário paraibano, que a atuação recente do magistrado em relação à cidade de Cabedelo causou insatisfação na Corte Eleitoral.

Nos bastidores, o que é mais contestado pelos membros da Justiça Eleitoral é o fato de Vital ter determinado o afastamento e autorizado mandado de busca e apreensão da Polícia Federal e do Gaeco contra o prefeito interino, Edvaldo Neto (Avante), três dias antes da eleição suplementar — e nem sequer ter comunicado o fato aos magistrados da Corte Eleitoral.

Após a decisão de Vital, a PF e o Gaeco cumpriram os mandados e o afastamento dois dias depois da vitória de Edvaldo nas urnas. Membros da Justiça Eleitoral esperavam, no entanto, ser comunicados de que Neto seria alvo de uma operação.

Membro do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), a decisão de Ricardo Vital obrigará, até o momento, a Justiça Eleitoral a dar posse a um prefeito afastado por ele mesmo.

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