A gestão do prefeito Leo Bandeira em Lucena parece ter decidido travar uma disputa direta não apenas com os professores da rede municipal, mas com a própria Constituição. A categoria ameaça uma paralisação total caso a prefeitura continue se recusando a pagar o terço de férias, um direito constitucional que, segundo os educadores, vem sendo negado há pelo menos dois meses.
Enquanto os professores cumprem rigorosamente suas jornadas — muitas vezes em condições já conhecidas de desgaste — a resposta da administração municipal tem sido, segundo a categoria, o silêncio administrativo e a negativa financeira.
O clima de revolta tomou conta da Câmara Municipal no retorno dos trabalhos legislativos. A presidente do sindicato dos servidores, Dilma Inácio, ocupou a tribuna para denunciar o que classificou como um “absurdo institucional” contra os profissionais da educação.
Como se não bastasse, um episódio recente elevou ainda mais a indignação. O prefeito teria ido a Brasília para articular contra o pagamento do piso nacional do magistério, mesmo sendo um direito garantido por lei federal, o mais grave foi com o dinheiro do contribuinte . A atitude foi vista por muitos educadores como um movimento incomum: um gestor público viajando para tentar não pagar aquilo que a lei manda pagar.
Nos bastidores da cidade, cresce a pergunta que ecoa entre servidores e moradores: até quando isso vai continuar sem qualquer reação institucional?
Parte da sociedade lucenense também questiona a ausência de medidas do Ministério Público da Paraíba diante das denúncias envolvendo direitos trabalhistas da categoria.
Enquanto isso, os professores aguardam uma resposta concreta da prefeitura. Caso o pagamento do terço de férias e o cumprimento do piso não sejam garantidos, a rede municipal de ensino pode caminhar para uma paralisação total, deixando claro que, em Lucena, o conflito entre professores e gestão municipal parece ter entrado em uma fase em que a lei virou apenas um detalhe incômodo no gabinete do prefeito.
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