Câmara de Lucena mantém convocação de auxiliar do prefeito Leo Bandeira e pressiona Prefeitura por explicações de obras paradas e uso de recursos federais em Lucena

 A situação da prefeitura de Lucena ganhou novos contornos de tensão após a tentativa da Prefeitura de impedir a convocação do Gestor Municipal de Convênios — justamente em um momento em que aumentam as cobranças sobre obras paradas e o destino de recursos públicos.

A iniciativa do Executivo, por meio da Procuradoria do Município, alegando que o servidor não teria competência para responder aos questionamentos, foi interpretada pela Câmara como uma manobra para evitar esclarecimentos. Nos corredores do Legislativo, o entendimento é de que a gestão tenta ganhar tempo diante de um cenário que levanta dúvidas.

Isso porque, além da falta de respostas, cresce a insatisfação popular com obras inacabadas, serviços interrompidos e convênios sem explicações claras. Em diversos pontos do município, estruturas que deveriam estar beneficiando a população seguem sem conclusão, alimentando questionamentos sobre planejamento, execução e fiscalização dos contratos.

O presidente da Câmara foi incisivo ao rebater a tentativa da Prefeitura:
“Não estamos pedindo que ele responda por toda a gestão. Queremos respostas dentro da função dele.”

A declaração reforça o foco da convocação: entender o que aconteceu com recursos destinados a obras e convênios que, até agora, não apresentaram resultados concretos.

O presidente da Câmara Municipal Empresário Mersinho da UP também deixou claro que não aceitará interferências:
“Quem ocupa cargo público não pode escolher quando prestar contas.”

Mesmo com a resistência do Executivo, a convocação está mantida — e o movimento pode ser apenas o começo. Vereadores já admitem a possibilidade de chamar outros responsáveis caso as respostas não sejam satisfatórias.

Nos bastidores, o clima é de desgaste e desconfiança. Para o Legislativo, a combinação entre tentativa de barrar esclarecimentos e a existência de obras paradas acende um alerta grave sobre a condução da gestão pública.

O recado final é direto:
enquanto a população espera por obras concluídas, a transparência não pode ficar parada junto com elas.

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