Confusão na Câmara de Bayeux: Vereadores denunciam ‘manobra’ da presidente na eleição da vice-presidência

 Confusão na Câmara de Bayeux: Vereadores denunciam ‘manobra’ da presidente na eleição da vice-presidênciaUma confusão marcou os trabalhos da Câmara Municipal de Bayeux nesta quinta-feira (29), após vereadores da oposição denunciarem uma suposta manobra da presidente da Casa, Jays de Nita, que teria impedido o grupo de inscrever um nome para disputar a vaga de vice-presidente.

A eleição para o cargo está marcada para as 10h desta sexta-feira (30). Segundo a bancada de oposição, não houve tempo hábil para a formalização de uma candidatura, o que teria inviabilizado a participação no processo.

De acordo com os parlamentares, a condução dos procedimentos administrativos e regimentais teria sido acelerada de forma deliberada, dificultando o acesso da oposição aos trâmites necessários para a inscrição.

O vereador Adriano do Táxi afirmou que a presidência impediu até mesmo o protocolo de documentos na Casa.

“É uma Câmara com nove vereadores, e a presidente proíbe que a gente possa protocolar um documento. A secretária recebeu ordem para não receber. Isso é uma vergonha para o município”, declarou.

Ainda segundo Adriano, a situação gerou constrangimento institucional e comprometeu o funcionamento do Legislativo.

Oposição relata bloqueio administrativo

Parlamentares relataram que servidores responsáveis pelos procedimentos internos teriam sido impedidos de atuar normalmente, o que agravou o impasse.

“O conselheiro Iranildo não pôde abrir os processos porque a presidência não autorizou. Ele chegou a ficar retido na Casa”, afirmou o vereador.

A vereadora Eloah Felinto também criticou a postura da presidência e classificou o episódio como uma manobra política.

“Estamos aqui desde às 9h tentando resolver a situação. A Casa fecha às 14h e nada foi resolvido. É uma manobra contra nossos direitos e contra a democracia”, disse.

Ela também questionou o acionamento da Guarda Municipal e da Polícia durante o episódio.

“Nunca vi chamar polícia para vereador dentro da própria Casa. Temos prerrogativas e estamos no exercício do mandato”, ressaltou.

Ainda durante o impasse, a presidente Jays de Nita exonerou o servidor responsável pelo processamento da documentação de retorno do vereador Marcelo Bandeira, o que ampliou o clima de tensão entre situação e oposição.

A medida foi criticada pelos parlamentares oposicionistas, que afirmam que a decisão contribuiu para dificultar ainda mais os procedimentos administrativos.

A oposição avalia levar o caso aos órgãos de controle e ao Ministério Público, alegando possível violação ao regimento interno e aos princípios democráticos.

Até o fechamento desta matéria, a presidência da Câmara não havia se manifestado oficialmente sobre as acusações.

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