O silêncio covarde do vice-prefeito Netinho diante do caos administrativo em Lucena

 Lucena vive uma crise que não pode mais ser maquiada nem relativizada. Médicos estão com salários atrasados, fornecedores acumulam calotes, serviços essenciais são suspensos e a população paga o preço com saúde precária, ruas abandonadas e uma gestão que não funciona.

Mas, em meio a esse caos administrativo, há algo tão grave quanto os erros da gestão: o silêncio covarde do vice-prefeito Netinho de Lando, agora mais conhecido como Netinho de Leo, após passar 4 anos na oposição e depois mudar de lado.

O cargo de vice-prefeito não é ornamental. Não é prêmio eleitoral, nem figura decorativa para fotos oficiais. Trata-se de uma função executiva, com responsabilidade política, dever moral e compromisso público. Quem ocupa esse posto foi eleito para governar — e governar também significa enfrentar crises, cobrar soluções e se posicionar quando a cidade sangra.

Quando médicos ficam sem receber e o vice-prefeito não diz uma palavra, isso não é prudência.
Quando fornecedores denunciam atrasos e ele permanece mudo, isso não é equilíbrio.
Quando a população sofre e ele se esconde no conforto do silêncio, isso não é neutralidade.

Isso é omissão.

E, na vida pública, omissão não é erro menor: é escolha. Quem se cala diante do desmonte da cidade escolhe não contrariar, escolhe não incomodar, escolhe preservar alianças enquanto o povo perde direitos básicos.

O vice-prefeito que não cobra, não questiona e não se posiciona acaba sendo cúmplice político da má gestão. Não assina decretos, mas assina o silêncio. Não decide oficialmente, mas consente. Não governa, mas também não fiscaliza.

A população de Lucena não elegeu um espectador de luxo. Elegeu um gestor para agir, para alertar, para defender o município quando a administração falha — principalmente nos momentos mais difíceis.

Silêncio institucional diante de fatos graves não protege a cidade. Protege apenas projetos pessoais, conveniências eleitorais e o medo de romper com quem erra.

Lucena precisa de respostas, coragem e responsabilidade. Precisa de líderes que tenham voz quando a cidade grita por socorro.

Porque, quando a crise explode e ninguém dentro do poder tem coragem de falar, o silêncio deixa de ser ausência — e passa a ser parte do problema.

Quem se omite também é responsável.

 

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