Mesmo com uma receita municipal que já se aproxima de R$ 60 milhões somente em 2025, a gestão do prefeito Léo Bandeira enfrenta uma onda crescente de denúncias sobre abandono de serviços essenciais. Moradores relatam saúde em colapso, atrasos para profissionais médicos, falta de atendimento adequado e pacientes sendo levados para o chamado “Hospital Caçamba”, improvisado enquanto a rede pública não responde às demandas.
A situação urbana também degrada rapidamente: a coleta de lixo apresenta falhas graves, ruas permanecem tomadas por resíduos e relatos apontam até para a volta de um lixão irregular, situação que coloca a cidade novamente em rota de risco ambiental e sanitário.

Apesar dos problemas, a prefeitura intensificou despesas com contratos milionários. Um dos exemplos é o repasse de mais de R$ 600 mil para a empresa CONSTRUTORA INVEZT LTDA – ME, supostamente destinado a obras de recuperação de estradas vicinais e passagens molhadas. Porém, moradores afirmam que as estradas continuam em situação deplorável, com trechos intransitáveis e comunidades isoladas, sem que haja clareza sobre onde a obra foi executada.
Paralelamente, setores da saúde seguem sem avanços concretos. Profissionais reclamam de condições precárias, atrasos e falta de insumos, enquanto famílias relatam risco à saúde pela precariedade do atendimento. O quadro se agrava com o lixo acumulado pelas ruas, aumentando a exposição a vetores e infecções.
Diante das denúncias, cresce o questionamento: como uma prefeitura com quase R$ 60 milhões em receita não consegue manter serviços básicos funcionando? Por que obras pagas não aparecem na prática? E por que o Ministério Público e os órgãos de fiscalização permanecem em silêncio, mesmo diante de queixas públicas sobre abandono de serviços essenciais?
Enquanto respostas não chegam, a população paga a conta — com doenças, sujeira, estradas destruídas e recursos que não retornam em qualidade de vida.
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