A possível candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba parece não empolgar nem mesmo dentro da própria base aliada. Nos bastidores, a revelação de que os deputados federais Aguinaldo Ribeiro (PP) e Hugo Motta (Republicanos) teriam firmado um acordo para destinar cerca de R$ 59 milhões ao financiamento da candidatura de João Azevêdo ao Senado desencadeou uma corrida por recursos entre deputados estaduais e prefeitos governistas.
Segundo fontes da Assembleia Legislativa, parlamentares aliados avaliam que, se esse aporte milionário realmente se concretizar, eles também precisam receber parte da verba para “fortalecer” a imagem de Lucas Ribeiro e apoiar João Azevêdo na disputa pelo Senado. “Se há compromisso financeiro, nós, que representamos as bases, precisamos ser contemplados. Sem isso, fica difícil levantar o nome de Lucas e sustentar o projeto do governador”, afirmou um deputado, sob condição de anonimato.
A movimentação acende alertas sobre o desgaste ético e moral do governador, que, aos olhos da opinião pública, pode estar priorizando acordos financeiros em detrimento de pautas programáticas. O clima de desconfiança é reforçado pela percepção de que Aguinaldo Ribeiro estaria “comprando” influência sobre o governo, garantindo carta branca para viabilizar a candidatura de Lucas Ribeiro.
A tensão não se limita ao Legislativo. Prefeitos da base governista também querem sua parte no “bolo milionário” — seja via convênios para obras públicas, seja por repasses diretos para custear campanhas. O próprio PSB, partido presidido por João Azevêdo, enfrenta resistência interna. Pré-candidatos proporcionais avaliam que a saída de João do governo poderá provocar uma debandada e enfraquecer a chapa governista.
Leia58.blog
