Em Santa Rita, há quem diga que a política é feita de promessas. Mas poucos sabem que, por aqui, ela também é feita de truques – e ninguém domina essa arte melhor do que o maior ilusionista político da cidade.
Mestre na arte da dissimulação, ele entra em cena com o sorriso certo, a fala ensaiada e o discurso que muda conforme a plateia. Enquanto acena com uma mão, a outra já prepara o próximo golpe de teatro. Seu truque favorito? Convencer o povo de que trabalha pelo bem comum, enquanto alimenta apenas o próprio ego.
Por trás da máscara de autoconfiança, esconde-se um complexo de inferioridade cuidadosamente camuflado por poses arrogantes e decisões teatrais. Nada pode ser simples com ele – tudo precisa parecer grandioso, mesmo que vazio. Seu orgulho é tão inflado que não cabe em palanque, e seu sarcasmo é a armadura que usa quando confrontado com a verdade.
Ele não governou, encenou. Sua política foi feita de fumaça, espelhos e frases de efeito. Mas, como todo bom ilusionista, vive com medo de que, um dia, o público perceba que a sua mágica nunca existiu – que era só um jogo de aparência.
E assim ele segue, encantando uns distribuindo cana com ki-suco, enganando outros, e garantindo o próprio lugar no picadeiro da política santa-ritense. Porque, no fundo, ele não quer ser líder – quer ser lembrado como aquele que iludiu a todos, com circo pantográfico.
Crédito imagem: Reprodução/Instagram
Marcos Cavalcanti
