A Câmara Municipal de Bayeux aprovou por unanimidade, nesta semana, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas fraudes e irregularidades no concurso público realizado em 2023, durante a gestão da ex-prefeita Luciene Gomes. A decisão surge após uma nova denúncia reacender as polêmicas que já envolviam o certame, anteriormente questionado judicialmente e por parte dos candidatos.
A denúncia mais recente foi apresentada pelo jornalista investigativo Wanderly Farias, conhecido por atuar em reportagens contra a antiga gestão municipal. Segundo ele, indícios de irregularidades já circulavam antes mesmo da aplicação das provas. As acusações incluem possíveis favorecimentos e ligações entre aprovados e ex-integrantes da administração municipal, incluindo ex-secretários e parentes da ex-prefeita. Um dos focos da apuração é o então presidente da comissão do concurso, servidor efetivo que estaria foragido após receber supostas ameaças.
A CPI, que terá até 120 dias para concluir os trabalhos, é formada pelos vereadores Nildo da Casa Branca (presidente), Eloah Felinto (relatora) e Roseane Sarinho (membro). O grupo deverá investigar a lisura do processo seletivo, a existência de vínculos entre os aprovados e a ex-gestão, além de avaliar a legalidade da continuidade do concurso e uma possível anulação dos seus resultados.
Outro lado: aprovados denunciam "perseguição" e cobram nomeação
Por outro lado, aprovados no concurso reagem à instalação da CPI e classificam a iniciativa como uma tentativa de deslegitimar um processo que já teria sido validado por órgãos de controle. Um perfil no Instagram que cobra a nomeação dos concursados fez um desabafo nas redes sociais, apontando motivações políticas por trás da comissão.

Ele também cobrou o cumprimento da decisão da Justiça que determina a substituição de servidores temporários por concursados. "A Prefeitura de Bayeux já está no prazo final dado pelo Judiciário para fazer a nomeação. Não dá mais para esperar."
Fonte: Fonte83/Blitzparaiba

