Líder da situação explica porque G9 se retirou da votação que prevê “supersalários” para servidores da Câmara

 Líder da situação explica porque G9 se retirou da votação que prevê " supersalários" para servidores da Câmara - Fonte 83

O vereador de Santa Rita, Otávio Bernardino (PDT), líder da situação e do G9, falou com exclusividade com a equipe de reportagem do portal Fonte83, oportunidade que expressou sua opinião sobre um projeto de lei que foi aprovado nesta quarta-feira (12), na Câmara Municipal de Santa Rita, que amplia o número de cargos comissionados e permite que alguns servidores recebam vencimentos superiores aos de vereadores. O grupo G9, da base do prefeito Jackson Alvino (PP), se retirou da sessão em protesto contra os “absurdos” aprovados e prometem acionar o Ministério Público da Paraíba (MPPB).

“Na sessão do dia 11, após a abertura dos trabalhos, antes mesmo da leitura da ata, foi lido um requerimento em regime de urgência onde se incluíam alguns projetos de lei, alterando as normas de funcionamento da casa e seu cargos e remunerações. Além de não ter sido de conhecimento da bancada da base governista, a gente também não teve acesso a nenhum tipo de informação e também não tivemos condições de debater”, afirmou. 

Na oportunidade, Bernardino explicou que os vereadores tentaram conversar com o presidente da Câmara, mas não tiveram êxito. “Tentamos um diálogo com o presidente para saber a motivação daquelas mudanças, mas infelizmente não foi aberto a possibilidade do diálogo fora da sessão para que tivesse alterações ao projeto e saber também os reais motivos daquelas alterações. Nós acreditamos que Santa Rita está passando por um início de governo, não acreditamos que seja o momento para tais mudanças e deveriam ser melhores estudadas até pelas dificuldades que o município de encontra, o próprio grupo que se denomina de G10 vem demonstrar um total desrespeito com os cofres públicos onde aumenta os salários de alguns funcionários da casa para um teto de até R$24 mil com as gratificações”,  explicou o vereador.

Mais cedo, durante a entrevista ao portal Fonte83Epitácio Viturino esclareceu que a gratificação prevista não é uma obrigação, mas uma margem para caso a Câmara precise ajustar os salários no futuro.

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