A confissão do ex-prefeito de Mari, Antonio Gomes, admitindo o crime eleitoral ao distribuir 12 mil cestas básicas no ano da eleição, não deixa à Justiça Eleitoral outra alternativa senão a cassação da prefeita Lucinha da Saúde, ex-aliada de Antonio.
“No ano da eleição eu licitei 8 mil [cestas básicas], fiz um aditivo de mais 4 mil; 12 mil cestas básicas! Dei tudinho!”, afirmou o ex-prefeito.
Antonio Gomes tornou-se réu confesso, já que integra o polo passivo da ação eleitoral que pede a cassação de Lucinha por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.
A diferença entre a prefeita eleita e o segundo colocado foi de apenas 204 votos. Será que 12 mil cestas básicas não desequilibram uma eleição?
Se a juíza eleitoral Andréa Botto Targino não cassar Lucinha da Saúde, será o maior constrangimento para a Justiça Eleitoral da Paraíba — e a liberação do vale-tudo nas eleições municipais. Tudo mesmo!