Aliada de Bolsonaro, Daniella Ribeiro segue novamente orientações do Planalto e não assina CPI do MEC

 Como já era esperado, a senadora Daniella Ribeiro (PSD/PB) seguiu novamente a orientação do Palácio do Planalto e não assinou o pedido para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de favorecimento e desvios de verbas do Ministério da Educação (MEC) com envolvimento de pastores evangélicos junto a prefeitos, na liberação de verbas federais.

Dos senadores paraibanos, apenas Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Nilda Gondim (MDB) votaram pela instalação da CPI. O posicionamento de Daniella segue a linha política adotada pelo irmão, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas/PB), também aliado do presidente Jair Bolsonaro, de votar a favor de proposituras de interesse do Palácio do Planalto e contra as iniciativas que contrariam os interesses do governo.

A CPI do MEC tem o objetivo de ajudar nas investigações sobre denúncias de corrupção no Ministério da Educação, durante a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro, preso pela Polícia Federal no último dia 21.

A revelação de que o presidente da República passou informações para Milton Ribeiro sobre uma possível busca e apreensão na residência do ex-ministro tornaram a CPI uma necessidade. Em outra interceptação telefônica, a esposa de Ribeiro disse que ele já sabia antecipadamente da operação.

Mesmo com a articulação do Palácio do Planalto junto aos parlamentares Bolsonaristas para que não assinassem o requerimento de instalação da CPI, o autor do requerimento, senador Randolfe Rodrigues (REDE/AP) conseguiu mais que o necessário para a sua instalação. O regimento do Senado prevê que o requerimento seja assinado por, no mínimo, 27 senadores – um terço dos 81 que compõem a Casa. Ao todo, 31 senadores assinaram o documento.

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