Kashima: a força do futebol amador

 O futebol é uma paixão que envolve milhões de pessoas em todo o planeta. É puro amor à causa. É algo que transcende o coração e a alma. Infelizmente, ainda há aquele ignorante, desconhecido de uma causa nobre, que diz: “Não sei qual é a graça de ir a campo para ver 22 jogadores correrem atrás de uma bola”. Só mesmo a ignorância para falar uma bobagem dessa.

Falar do futebol profissional é muito mais fácil. Há caminhos, saídas, facilidades para investimentos, mil ideias que são discutidas entre dirigentes. Agora eu pergunto: alguém já parou para pensar e discutir qual a fórmula mágica para se manter vivo o futebol amador? Isso é uma verdadeira incógnita.

Sinceramente, não é só a paixão e amor que mantêm viva essa chama.  É algo mais intrínseco dos que esses valores. Como manter um clube amador de pé sem praticamente um apoio significativo, investimentos e outras ações? Os dirigentes dessas equipes são vencedores anônimos, que merecem uma honraria especial pela sua dedicação, luta incansável e trabalho honrado que muitos desconhecem. 

Em João Pessoa, alguns clubes tradicionais merecem destaque por não deixarem o futebol amador sucumbir, apesar das intempéries. São eles Kashima, Vera Cruz, Tiradentes, Flamengo, Padre Zé, Portuguesa, Boa Vista, Ponte Preta, Fluminense, Mixto, 13 de Maio, Força Comunitária e Marretinha.

Entre todas essas equipes, abro um parêntese para falar de uma em especial. Trata-se do Clube Recreativo Kashima, que vem despontando como uma força do futebol amador, enfrentando a mesma dificuldade dos demais. Fundado no dia 12 de janeiro de 1999, a agremiação completou 23 anos de uma história cheia de conquistas.

Situada no Bairro do Cristo Redentor, na capital, o Kashima foi fundado pelo jornalista Marcos Lima, que presidiu o clube por 23 anos. Com nova diretoria eleita no dia 5 de janeiro de 2022, o recém-empossado presidente Maxwell Silva promete dar sequência ao destacado trabalho do seu antecessor. 

Vale destacar também o trabalho social desenvolvido pela equipe com crianças e adolescentes, garantindo-lhes cidadania. Em termo de conquistas, o clube deixou a sua marca no futebol masculino, tendo sido campeão amador do Bairro do Cristo Redentor, em 2001 e duas vezes vice-campeão (2007-2008), além de quarto colocado no Paraibano Sub-17 Infantil de 2017. 

No feminino, o Kashima é uma das principais referências na categoria, tendo participado de todas os campeonatos estaduais promovidos pela Federação Paraibana de Futebol, num total de 10. Foi campeão paraibano em 2012 e vice-campeão em 2015, 2016 e 2017. O clube representou a Paraíba na Copa do Brasil de 2012 e Taça Nordeste de 2018, ficando na sétima colocação entre 24 equipes participantes.

A luta é incansável, o caminho é espinhoso e a trajetória não é nada fácil, mas o Clube Recreativo Kashima segue forte e cheio de vitalidade para manter acesa a chama do futebol amador. Avante equipe aurinegra!

________________________

CARLOS VIEIRA – Jornalista profissional, colunista, ex-diretor do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba e Associação Paraibana de Imprensa e editor setorial do Jornal A Uniao

Postar um comentário

0 Comentários