“Setembro Amarelo”: Prefeitura de Conde realiza ações de prevenção ao suicídio

  “Setembro Amarelo”: Prefeitura de Conde realiza ações de prevenção ao suicídioA Prefeitura Municipal de Conde inicia o mês anunciando o ingresso na campanha de prevenção ao suicídio “Setembro Amarelo”, que mobiliza toda a sociedade para conscientização sobre o assunto, orientando como identificar sinais de desejo suicida e como ajudar. Uma série de ações sobre o tema serão realizadas na cidade. 

O movimento acontece em todo o país e está relacionado ao Dia Mundial de Conscientização e Prevenção do Combate ao Suicídio, dia 10 de setembro. A proposta visa combater os altos índices de suicídios no Brasil e no mundo. São cerca de 12 mil casos por ano no país e 1 milhão de mortes por suicídio anualmente em todo o mundo. 
 
“Não podemos fugir desse tema. Precisamos falar sobre suicídio e depressão. Precisamos estar atentos a frases de alerta como: ‘eu não aguento mais viver’, ‘eu sou um peso para as pessoas’, ‘quero morrer’, ‘queria não ter nascido’, entre outra. Ajude ou busque ajuda para salvar uma vida”, alertou a psicóloga do Centro de Atenção Psicossocial I(CAPS) de Conde, Valdirene Félix.
 
Segundo a psicóloga, 96% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais. Entre eles, a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias psicoativas (drogas lícitas e ilícitas). 
 
Dentro das atividades da campanha “Setembro Amarelo” no Conde, o psiquiatra do CAPS, Klecius Cabral, concedeu entrevista, nesta quinta-feira (09), à rádio JA, na qual falou sobre ações de prevenção ao suicídio. Nesta sexta-feira (10), acontecerá, na sede do CAPS, uma Roda de Conversa com a presença de representas da REDE de serviços, com o tema: “SUICÍDIO TAMBÉM É PREVENÇÃO”.
 
Já no próximo sábado (11) será realizado evento na Praça Central da Cidade, a partir das 09h; e na terça-feira (14), palestra em Alusão ao Setembro Amarelo, na CENAP (Centro de Especializações Nelson Albino Pimentel), a partir das 09h.
 
ORIGEM
O movimento de conscientização contra suicídio começou nos Estados Unidos em 1994 quando o jovem Mike Emme tirou a própria vida aos 17 anos de idade. Conhecido pela personalidade carinhosa e habilidade mecânica, Mike possuía um clássico Mustang 68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo. 
 
As pessoas próximas do jovem não perceberam os sinais de que ele pretendia tirar a própria vida. No funeral seus amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. Rapidamente, a ação ganhou proporção, expandiu-se pelo país e ganhou o mundo.
 
Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial de Conscientização e Prevenção do Combate ao Suicídio. O amarelo do Mustang de Mike foi a cor escolhida para representar essa campanha.
 
Apenas em 2015 a campanha ganhou força no Brasil com a instituição do “Setembro Amarelo” em uma ação conjunta do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O movimento ganhou a adesão de escolas, universidades, entidades do setor público e privado e da população de forma geral.
 
LEI “VOVÓ ROSE”
 
O desejo de suicídio pode acometer pessoas de qualquer faixa etária, gênero ou classe social. Alguns fatores, no entanto, ampliam o risco: transtornos psiquiátricos como depressão, transtorno bipolar, ansiedade e esquizofrenia; abuso de drogas e bebidas alcoólicas. ; e também merecem atenção. A solidão, sentimento de incapacidade e falta de perspectiva no futuro experimentadas por idosos a partir de 65 anos, problemas financeiros e hereditariedade também estão entre os fatores que levam a ideias suicidas.
 
Uma lei sancionada pelo presidente da República em abril de 2019 de número 13.819/2019, conhecida como Lei “Vovó Rose”, instituiu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. A norma prevê que a notificação compulsória deverá ter caráter sigiloso e vale para os casos de tentativa de suicídio e automutilação por estabelecimentos de saúde, segurança, escolas e conselhos tutelares. A lei recebeu o nome de Vovó Rose em homenagem à Rosangela Reis, que perdeu uma neta e se tornou militante da causa e da sua aprovação.
 
Texto: Eudes Santiago

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