Justiça decreta prisão preventiva de motorista suspeito de matar motoboy em João Pessoa

  A 3ª Vara Criminal de João Pessoa expediu neste domingo (12) um mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado para Ruan Ferreira de Oliveira. Ele é suspeito de atropelar e matar o motoboy Kelton Marques, de 33 anos, em colisão que aconteceu na madrugada de sábado (11), na avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho, o Retão de Manaíra, em João Pessoa. A defesa de Ruan disse que ele vai se apresentar à polícia.

Na ocasião, Ruan dirigia em alta velocidade. Ele ultrapassou o sinal vermelho do cruzamento da avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho, o Retão de Manaíra, com a rua Mirian Barreto, e acertou o motoboy, que teve morte imediata. O enterro de Kelton aconteceu no domingo, sob forte comoção, em Bayeux, na Grande João Pessoa.

Um vídeo, gravado de dentro do carro envolvido na colisão, mostra que no momento da batida Ruan dirigia a 163 km/h.

No momento em que o vídeo é iniciado, o motorista está perto de 90 km/h, mas em velocidade ascendente. Ele chega a ultrapassar os 150 km/h antes de reduzir a velocidade por causa de uma lombada eletrônica.

Mais a frente, ele volta a acelerar. Mesmo quando entra na rua mais estreita, de acesso para a avenida Tancredo Neves, ele chega a quase 140 km/h. O motorista então entra na Tancredo, em direção ao Centro, mas com a intenção de fazer o retorno para ir em direção à praia. Inclusive, ele está a mais de 90 km/h quando tenta fazer o retorno. Não segura o carro e chega a rodar na pista.

É quando ele volta a acelerar e retoma a alta velocidade. A partir daí não para mais de reduzir a velocidade. Vai pela Tancredo Neves, passa por baixo do viaduto, entra no Retão e segue acelerando cada vez mais. Chega a 163 km/h quando ultrapassa o semáforo vermelho e bate no motorista. O vídeo é encerrado neste momento.

A defesa de Ruan Ferreira de Oliveira informou ao G1 que foi surpreendida pela prisão preventiva solicitada pelo juiz. O advogado Harley Cordeiro disse que o suspeito deve se apresentar em breve, logo que não haja riscos à integridade física do suspeito. A defesa afirmou também que o estado emocional de Ruan Ferreira de Oliveira não é bom.

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