Justiça concede liberdade a ex-vereadora presa por supostas irregularidades na entrega de cestas básicas através de ONG em Bayeux

  O juiz da 1ª Vara da Comarca Bayeux, Márcio Galdino, concedeu, nesta quinta-feira (2), liberdade à presidente da ONG Aliança de Bayeux, Célia Domiciano, presa em flagrante nessa quarta-feira (1º), suspeita de irregularidades na distribuição de cartões e cestas básicas na cidade.

De acordo com os advogados Alberdan Coelho, Aécio Farias e Iarley Maia, Célia Domiciano não teria cometido qualquer crime. A defesa destacou que ela faz um trabalho na cidade há vários anos. “Ela sempre distribuiu em Bayeux e em diversos municípios da Paraíba os cartões pré-pagos, entretanto, por ter recebido informações de que algumas pessoas especificamente do bairro Mário Andreazza, estavam usando indevidamente o cartão, optou por adquirir cestas básicas nos mesmos valores e entregar a população”, disse.

Entenda o caso

A Policia Civil de João Pessoa deflagrou uma operação, nesta quarta-feira (1º), que investiga possíveis irregularidades na distribuição de cestas básicas por uma Organização Não Governamental (ONG), em Bayeux, localizada na região metropolitana de João Pessoa.

A operação está sendo conduzidas pelo delegado Alan Murilo Terruel, que explicou que a investigação teve início após denuncias que uma ONG de Bayeux, que tem como responsável Célia Domiciano, recebia cartões de crédito com o valor de R$ 300,00 de limite, que deveria ser entregue às famílias carentes beneficiadas. Porém, ao invés disso, Célia estaria comprando cestas básicas e entregando às famílias.

Os cartões de crédito tem o intuito de fomentar a economia local é destinado pela ONG Gerando Falcões, de São Paulo, que não concordou com a conduta da responsável pela ONG de Bayeux.

“ONG Gerando Falcões, de São Paulo, disponibiliza um cartão de crédito com um limite de R$ 300,00, para que a população beneficiada possa fomentar a economia local. Célia Domiciano estaria impondo que as pessoas recebessem duas cestas básicas no valor correspondente, em tese, dos créditos e a ONG não concordava com isso”, explicou Terruel.

Jornal A Página

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