Gaeco descobre que irmão de Ricardo Coutinho era ‘procurador’ de empresa com contrato milionário com o Detran; concessionárias tiveram prejuízo de R$ 18 milhões

 Gaeco descobre que irmão de Ricardo Coutinho era ‘procurador’ de empresa com contrato milionário com o Detran; concessionárias tiveram prejuízo de R$ 18 milhõesO Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, descobriu, que o irmão do ex-governador, Ricardo Coutinho, Coriolano Coutinho, era procurador dos contratos da empresa Bunkertech Integradora de Soluções LTDA.

No final do ano de 2016, Ricardo decidiu que a emissão de gravames pelo Detran não seria feito mais pela Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip). A instituição ligada à Febraban (Federação Brasileira de Bancos) seria substituída pela Bunkertech.

O caso é narrado na denúncia protocolada na semana passada contra o ex-governador, os irmãos (Coriolano, Raquel, Valéria e Viviane Vieira Coutinho), além de Denise Krummenauer Pahim, cunhada de Raquel, Breno Dornelles Pahim Filho (marido de Raquel) e Breno Dornelles Pahim Neto (filho de Raquel). Nela, é apresentado um contrato registrado em cartório no qual Benny Pereira de Lima, sócio da Bunkertech, passa para Coriolano Coutinho uma procuração dando a ele poderes de resolver qualquer questão contratual e bancária relacionada com a empresa. Justamente a empresa escolhida pelo governador para atuar com exclusividade junto ao Detran.

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Para se ter uma ideia da importância do contrato milionário, qualquer compra ou venda financiada de veículos precisa ser registrada pela empresa. É o que impede que o veículo seja financiado duas vezes e se evite um golpe. O sistema é único no país inteiro. A Bunkertech, portanto, de acordo com a promessa do ex-governador, na época, faria este serviço no Estado. O problema é que os bancos se negaram a financiar os veículos se eles não tivessem o gravame emitido pela Cetip e isso paralisou a venda financiada de veículos na Paraíba por vários meses. O prejuízo alegado pelas concessionárias, na época, superou a casa dos R$ 18 milhões.

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