Seleção brasileira feminina vence Zâmbia e vai enfrentar o Canadá nas quartas

  Com muitas reservas em campo, a seleção brasileira feminina venceu Zâmbia por 1 a 0 nesta terça-feira, em Saitama, no encerramento da fase de grupos das Olimpíadas de Tóquio, e se classificou em segundo lugar no Grupo F. Andressa Alves marcou, de falta, o gol da partida. O Brasil terminou com os mesmos sete pontos da Holanda, que goleou a China por 8 a 2 e ficou em primeiro pelo saldo de gols. Na próxima sexta-feira, às 5h (horário de Brasília), a seleção brasileira vai enfrentar o Canadá, em Miyagi, pelas quartas de final. 

Com o fim da fase de grupos, os confrontos de quartas de final foram definidos. Todos os jogos serão na sexta-feira. Às 8h, a Holanda vai enfrentar a seleção dos Estados Unidos (segunda do Grupo G), na reedição da final da Copa do Mundo de 2019, vencida pelas americanas. Primeira colocada do G, a Suécia vai jogar contra o Japão, terceiro do E, às 7h. Já a Grã-Bretanha, primeira colocada do Grupo E, jogará contra a Austrália, terceira do G, às 6h. 

Após a partida, a meia Andressa Alves lembrou de outra jogadora brasileira que fez um gol de falta em Olimpíadas, sua esposa Francielle, que marcou na goleada por 5 a 0 sobre Camarões nos Jogos de Londres, em 2012.

- Acabei roubando o gol dela, então quero dedicar o gol para a minha esposa. Estou muito feliz - brincou Andressa em entrevista à TV Globo na saída de campo, avaliando a sequência da competição.

- É um jogo de cada vez, somos um grupo fechado, todo mundo é importante, todo mundo conta, e a gente vai forte para as quartas.

O começo do jogo foi marcado por muito tempo de paralisação para atendimentos. Aos nove minutos, Ludmila sofreu falta e caiu em cima da goleira Nali, que levou uma joelhada no rosto e precisou sair para a entrada de Musole. Chamada pelo VAR, a árbitra expulsou a zagueira Mweemba, que derrubou Ludmila em clara oportunidade de gol. Após quase dez minutos de interrupção, Andressa Alves abriu o placar para o Brasil na cobrança da falta, aos 18. Pouco depois, Bia Zaneratto sofreu um choque de cabeça com Kundananji e também não pôde seguir em campo, substituída por Giovana Queiroz.

Com mais da metade do time titular modificado, o Brasil sofreu com o desentrosamento, além da marcação forte de Zâmbia, e teve dificuldades para criar boas chances de gol na primeira etapa. O panorama não mudou muito no segundo tempo, e mesmo com as seis mudanças feitas pela técnica Pia Sundhage - uma mudança extra foi permitida pela contusão de Bia Zaneratto -, o Brasil não conseguiu encontrar uma boa organização ofensiva.

Globo Esporte

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