Policiais invadem academia para matar colega de farda: Câmeras de segurança flagram ação; assista

  Câmeras de segurança mostram o momento em que o policial militar Evaldo Souza Torres, de 38 anos, foi atacado a tiros dentro de uma academia em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no último dia 30 de junho.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) já sabe que uma disputa entre milicianos culminou na morte do cabo da PM. As imagens mostraram quase toda a ação criminosa desde a chegada do militar, que era lotado no 20º BPM (Mesquita), acompanhado do colega, o também cabo, Gilson de Oliveira Firmino, que ficou ferido na ocasião, até o confronto que culminou na morte de um dos homens no local.

Homens vestidos de preto, usando luvas e capuzes entram na academia com as armas em punho. Um terceiro homem fica do lado de fora dando cobertura. Isso acontece minutos depois que Evaldo e Gilson entraram no local. Na sequência, as imagens mostram que um dos criminosos já dispara contra o policial que tenta fugir. Ele ainda entra em luta corporal com um dos homens e consegue arrancar a arma, e dispara contra ele.

Dentro da academia, os frequentadores correm e se escondem e é possível ver os tiros disparados. O PM levou dois tiros. Ele foi socorrido, mas morreu quatro dias depois no Hospital Geral da Posse, também em Nova Iguaçu.

Uma policial civil que também estava estabelecimento ficou ferida. Um outro policial militar que mora perto e viu a ação quando saía de casa, trocou tiros com os criminosos. Ele feriu um deles, identificado como Sandro Santos de Oliveira, o Bomba, que morreu.

Em janeiro deste ano, Oliveira foi preso em flagrante no momento em que extorquia dinheiro de comerciantes no bairro Ouro Verde. Segundo investigadores, o homem integrava uma das “franquias” da milícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko, em Nova Iguaçu.

Os outros dois suspeitos, um deles armado de fuzil, conseguiram fugir em um carro, recuperado horas depois do ataque em Anchieta, na Zona Norte do Rio.

‘Franquias’ na Baixada

Em Nova Iguaçu os domínios do grupo também estão sob disputa, após a morte de Wellington da Silva Braga, o Ecko. Ao longo de 2019, o miliciano fechou acordos com chefes paramilitares locais e apoiou, com homens e armamento, uma série de invasões a regiões antes dominadas pelo tráfico de drogas. A partir de então, os grupos locais passaram a repassar parte dos lucros ao chefe.

A morte de Ecko gerou instabilidade nas franquias da Baixada e novos chefes tentam “atravessar” os acordos costurados no passado. Dois crimes recentes são investigados pela polícia como parte dessa disputa territorial. No último dia 30, homens encapuzados e armados com fuzis promoveram um ataque a uma academia no bairro Cacuia no município da Baixada.


Extra

Postar um comentário

0 Comentários