“São várias forças”: Efraim Morais detalha campanha do filho ao Senado, comenta composição com João e fala de volta à política

 Com a candidatura de Efraim Filho (DEM) ao Senado em 2022 já anunciada, a busca por apoios e construção do nome, conhecido pela atuação em Brasília, onde é líder do DEM na Câmara, já começou e ganha força pelo estado. Da estrada, o ex-senador Efraim Moraes conversou com o Voz da Paraíba e comentou qual será seu papel na candidatura do filho, além de projetar cenários, como uma possível composição com o atual governador João Azevêdo na chapa. Efraim também falou sobre uma possível volta à política.

Quanto a candidatura de Efraim Filho ao Senado, o ex-deputado afirmou que cabe a ele apoiar e, se preciso, estar junto na campanha, pela experiência que tem. Efraim saiu na frente ao lançar seu nome para a disputa e a construção da candidatura aposta no projeto que está posto durante os quatro mandatos de Efraim Filho na Câmara:

“O nosso trabalho é de avançar junto as lideranças, junto ao povo da Paraíba, discutindo o nome de Efraim Filho, discutindo as metas que ele tem, como Senador da República e continuar trabalhando, trabalhando no sentido de buscar o maior número de recursos possível para Paraíba, independente de ser para o estado ou para os municípios. O que é importante nesse momento é dar continuidade a este trabalho, conquistando novas lideranças, discutindo com a própria imprensa e a sociedade o que queremos com fazer como Senador da República”, comentou Efraim Morais.

Recentemente, o governador João Azevêdo declarou que seria difícil uma composição de chapa com “representantes da direita”. Efraim faz parte da base de apoio de João e minimizou as declarações, dizendo não haver impedimento. Para Efraim Morais, a decisão cabe ao governador, mas a busca é de uma composição com João. Ele ainda mencionou o leque de opções que buscam apoio do governador:

“Em relação a chapa do governador João Azevêdo caberá a ele fazer esse anúncio. Nós vamos trabalhar, vamos estar juntos a nossa meta, que é participar da chapa do governador. Agora, essa decisão é dele, e ele não está anunciando chapa nesse momento. Até porque eu entendo que são várias forças que fazem esse guarda-chuva de apoio a reeleição do governador, da qual nós fazemos parte e então vamos deixar o governador à vontade para, no próximo ano, ele fazer a própria avaliação dele e indicar a sua chapa, tanto a composição em termos de vice-governador ou senador”, revelou o ex-senador.

Na disputa pela vaga de senador, Efraim Filho vai deixar uma vaga na Câmara “sobrando”. O nome para herdar essa cadeira poderia ser o de Efraim Morais, mas o ex-senador garantiu que não há problemas para o DEM nesse sentido, evitou essa tese e relembrou as eleições para o Senado em 2002, quando foi eleito numa disputa acirrada, repleta de nomes fortes:

“Quando eu era deputado federal, disputei contra três ex-governadores, que era José Maranhão, Burity e Wilson Braga, e abri mão de uma reeleição muito tranquila, não fizemos indicação de ninguém [para a Câmara]. Então, essa cogitação, por enquanto, não passa pelo Democratas. No momento, o nosso foco, o nosso trabalho é em relação ao crescimento e a estadualização da candidatura de Efraim Filho”, disse Efraim Morais, ao repórter Samuel de Brito.

Devido ao fim das coligações para cargos minoritários, os partidos vão precisar se reorganizar para buscar as vagas para deputado federal, já que dependerão apenas dos próprios votos. Efraim Morais chamou atenção para um detalhe importante e revelou que as siglas terão que conversar:

“A dificuldade hoje é grande em relação aos partidos, que vão ter que se organizar, vão ter que conversar, em função de todas as legendas terem dificuldade. A Paraíba tem um problema interessante: é que dos 12 deputados federais, 9 pertencem a partidos diferentes. Isso vai ter que ter entendimento, vai ter que ter conversa e vai ter acima de tudo o diálogo democrático com isso, para que possa se construir 2022”, finalizou Efraim.

Engenheiro por formação, Efraim Morais foi senador entre 2002 e 2010. Ele começou a vida política como deputado estadual em 1982, sendo reeleito uma vez. Depois, foi deputado federal por três mandatos, antes de chegar ao Senado. Ocupou ainda secretarias nas gestões de Ricardo Coutinho e João Azevêdo. Durante sua passagem pela Câmara, presidiu a Casa por dois meses, sendo o único paraibano a ocupar o posto.

Voz da Paraíba

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