Paraibano preso por engano está em cela especial do Silvio Porto enquanto aguarda decisão da Justiça Baiana

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Daniel Medeiros da Silva que foi preso por engano no último dia 17 de maio, acusado de um crime cometido na Bahia, está em uma cela especial do presídio Silvio Porto, em João Pessoa, enquanto aguarda por uma decisão da Justiça baiana. A informação foi confirmada nesta sexta-feira pelo gerente do sistema penitenciário da Paraíba, Ronaldo Porfirio.

Daniel é contador e mora em Campina Grande. Ele estava a caminho de João Pessoa com a família para tirar uma semana de férias, quando foi abordado e preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Contra ele, existia um mandado de prisão por um crime cometido em um banco na Bahia, sendo que ele afirma nunca ter visitado o estado. Mas, segundo a família, os dados dele teriam sido usados indevidamente pelo homem que de fato é procurado.

“Não é uma situação fácil, né? Assim que foi identificada a situação, a gente veio até aqui [na penitenciária] conversar com o mesmo. Ele entende que foi vítima de um criminoso da Bahia. E, infelizmente, agora ele vai ter que provar que não foi vitima desses crimes”, informou.

De acordo com Ronaldo, a previsão é de que o habeas corpus com a determinação da soltura possa ser expedido neste fim de semana.

O advogado de Daniel disse que deu entrada no pedido para que ele deixe o presídio e que também tenha a prisão anulada. Ainda de acordo com o advogado, perícias devem ser feitas nas fotos e digitais do homem que teria se passado por ele.

A esposa de Daniel, Vanessa Mirelli, falou dos momentos de angústia vividos pela família desde a prisão dele.

“Essa semana tem sido uma semana muito difícil. Na verdade, desde o último dia 17, a gente vem passando por um misto de sensações: emoções, desespero, revolta, angustia. Mas cremos que tudo vai ser resolvido e a Justiça vai ser feita, de fato”, declarou.

Vanessa contou que os dois filhos do casal estão sentindo a falta do pai. E que a prisão dele mexeu com a rotina da família.

“A gente teve que parar toda nossa vida pra se voltar a resolver essa injustiça”, concluiu.  Lembrando que a Justiça baiana é considerada a mais lenta do Brasil pelo CNJ.

G1

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