MPF começa a abrir ‘caixa-preta’ da saúde de Bayeux: superfaturamento e desvio de R$ 600 mil na compra de Testes Rápidos são indícios de rombo milionário

 Qualquer criança de colo em Bayeux sabe quem realmente manda e controla a Secretaria de Saúde Municipal: Dr Thiago Wanderley, médico e empresário, oriundo do sertão paraibano.

Ao assumir a prefeitura, Luciene e Fofinho, que deviam muitos favores a ele, entregaram-lhe a Secretaria de porteira fechada.

Dr Thiago, então, foi buscar em Matureia, mais de 350 km distante, seu primo Bruno Wanderley, vereador daquele município, onde também exerceu o cargo de secretário de saúde. E como adjunto, colocou o concunhado Rodrigo Navarro.

Pronto. Estava armado o esquema de controle absoluto sobre um dos maiores orçamentos do município.

Agora, depois que o Ministério Público Eleitoral ajuizou 3 AIJES pedindo a impugnação da chapa Luciene/Clecitoni por abuso de poder econômico, vem o Ministério Público Federal e aponta superfaturamento e desvio de cerca de R$ 600 mil na compra de Testes Rápidos para Covid 19.

Vamos jogar luz sobre essa negociata.

O fornecedor, Luciano José de Morais, proprietário da Farmácia Bandeirante, uma pequena drogaria em Afogados da Ingazeira/PE, é velho conhecido de Bruno Wanderley, porque já forneceu também à prefeitura de Matureia, conforme pode-se constatar no Contrato abaixo.

 



 

Somente no período de 3 meses (Setembro, Outubro e novembro de 2020), o empresário embolsou quase R$ 2 milhões em Bayeux, como comprovou o Sagres do TCE (VEJA DOCUMENTO).

 



 

Essa cojuminância familiar espúria, pode ter causado um prejuízo inicial de R$ 600 mil aos cofres do município de Bayeux, conforme apontam as evidências colhidas pelo Ministério Público Federal.

Essa investigação deverá revelar outros escândalos ainda maiores no âmbito das despesas com a Covid 19. Durante o ano de 2020, Bayeux recebeu em torno de R$ 25 milhões de recursos federais para serem empregados no combate à pandemia. Como se pode ver, nesse exemplo inicial da compra de Testes Rápidos, parece que a farra foi grande.

Agora, é esperar a Polícia Federal bater à porta dos responsáveis.

 

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