Perto da capacidade máxima, HULW registra 88% de ocupação dos leitos de UTI

  O superintendente do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), Dr. Marcelo Tissiani, fez um balanço nesta quarta-feira (3) sobre o aumento de casos da Covid-19 na Paraíba. Segundo ele, a unidade hospitalar, em João Pessoa, está perto dos 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, do Sistema Arapuan de Comunicação, Marcelo Tissiani pediu compreensão a população quanto ao cumprimento das medidas sanitárias, como distanciamento e uso de máscaras, para que esses números venham baixar e os paraibanos possam enfrentar a pandemia com o menor dano possível.

“Hoje nós temos 20 leitos de enfermaria e 10 leitos de UTI. No momento estamos com 78% de nossa capacidade de enfermaria e 88% de UTI. A grande mensagem que eu passo nesse momento é que possamos respeitar as medidas de distanciamento, usar as máscaras, respeitar os decretos para que possamos passar rapidamente por esse pico que está assolando a nossa sociedade neste momento”, apontou.

“Neste exato momento, acho que todo mundo está acompanhando, estamos passando por um momento drástico dentro da assistência e no enfrentamento da pandemia. Esse é um momento de cautela, de muita atenção, principalmente por parte de toda a sociedade quanto aos cuidados sanitários. É usar sua máscara, manter o distanciamento e não aglomerar”, concluiu.

Cepa de Manaus

Na oportunidade, o superintendente do HULW rechaçou as especulações sobre a ligação entre a transferência de pacientes de Manaus e o crescimento de casos da Covid-19 na Paraíba. Durante 45 dias, 32 pacientes foram tratados e curados no HULW. Marcelo Tissiani afirmou que o vírus já circulava entre as barreiras sanitárias mesmo antes das transferências.

“Essa variante ela já havia rompido as barreiras sanitárias no momento da transferência. Então não foi a transferência do paciente de Manaus que foi para o Goiás, Piauí, Maranhão, Brasília, Paraíba que causou esse tipo de incidência. Ele na verdade ocorre dentro do ciclo epidemiológico do próprio vírus e isso aconteceu em outros países, como na Itália, na Inglaterra porque é o ciclo do próprio vírus. Então posso afirmar que não foi a presença dos manauras na Paraíba que veio ocasionar o pico de incidência de casos”, concluiu.

Redação

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