PARA QUE SERVE A CÂMARA MUNICIPAL DE BAYEUX?

 Qualquer cidadão razoavelmente informado sabe que o papel da Câmara de Vereadores é fiscalizar os atos do Poder Executivo, elaborar projetos e outras propostas que favoreçam a população e encaminhar as demandas e reivindicações às autoridades competentes.

Eleita em outubro de 2020, a nova Câmara de Bayeux apresenta razoável renovação, com vários vereadores eleitos pela primeira vez. Entretanto, após 3 meses de mandato, o povo já faz cobranças e, frequentemente, indaga: para que serve mesmo a Câmara Municipal de Bayeux? 

Nesses três meses de 2021, qual foi a contribuição que o Poder Legislativo ofereceu ao combate à pandemia de corona vírus que devasta famílias com a morte de dezenas de pessoas? Que fiscalização fez a Câmara em todos os atos referentes às despesas com a Covid 19, inclusive na vacinação?

Ao que se sabe, nenhuma. A Câmara Municipal se fez de morta em todos os momentos. Apesar de possuir uma Comissão de Saúde.

O serviço de coleta de lixo é essencial para preservar a saúde da população e manter a cidade limpa é obrigação de qualquer gestor. Mas contratar empresa inidônea, já visada e carimbada pelos órgãos de controle e fiscalização, e ainda por cima com preço flagrantemente superfaturado, é coisa feia e que merece o repúdio de todos. E o que fez a Câmara de Bayeux ante a contratação da empresa Limp Max, ao preço de R$ 200 semanais (R$ 800 mil mensais), quando a anterior recebia em média R$ 600 mil por mês? Qual foi a fiscalização, o questionamento feito pela Câmara de Bayeux? Nenhum. Zero. Mudez total.

Que projetos importantes para a cidade foram aprovados nesses três meses? Quais os benefícios para a população aprovados pelos senhores vereadores nesse período?

Ao contrário, um Projeto de Lei que revê a legislação tributária e beneficia os pequenos comerciantes e empresários do município se arrasta desde o ano passado, sem debate e sem aprovação.

Diante da própria Câmara, quando se pergunta às pessoas que por ali transitam, para que serve a Câmara Municipal, as respostas são as mesmas e chocantes. Para quase todos, a Câmara é antro de negociatas e conchavos que visam beneficiar os próprios vereadores e seus familiares.

Ao invés de se manter independente do Poder Executivo, a Câmara faz questão de negociar apoio. Dois vereadores já assumiram secretarias, para acomodar dois suplentes. Os demais, salvo uma ou duas exceções, aguardam a nomeação de dezenas de parentes e aderentes na administração municipal, em troca do silêncio e da conivência.

Portanto, diante desse comportamento omisso, silente, cúmplice da maioria do Legislativo Municipal, o Poder Executivo pode fazer e desfazer, mandar e desmandar, superfaturar, contratar sem licitação, desrespeitar a lei e afrontar os órgãos de fiscalização e controle.

Uma vergonha. 

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