Carnaval da Saudade: sem colocar o bloco na rua

  A Avenida Epitácio Pessoa, na capital paraibana, está menos alegre, colorida e irreverente neste fevereiro. As prévias de carnaval, tradicionais na capital paraibana, não fizeram parte de um dos períodos mais esperados pelos foliões.

Quem participa das Virgens de Tambaú e das Muriçocas do Miramar precisa esperar o momento correto para brincar o carnaval. A fantasia guardada espera o fim da pandemia da Covid-19.

As Virgens aconteceriam no dia 7 de fevereiro. Um dos integrantes do bloco passou pelo local onde desfilaria se não houvesse pandemia. No asfalto que só passavam carros, a noite foi mais silenciosa, descreveu Euclides Mezenes, um dos fundadores do bloco.

“Aquele domingo foi o mais triste e não quero que se repita nunca mais”.

O bloco começou em 1987, com um grupo de amigos vestidos como mulheres, um carro velho com microfone e autofalante percorrendo as ruas do bairro. O grupo cresceu e atualmente atrai 500 mil pessoas.

 O folião Euclides Mezenes, entende que o momento não é fácil por conta da pandemia e pela falta que o carnaval  faz para os paraibanos. “A cena mais forte das Virgens é a alegria. Naquele dia, a população esquece dos problemas e se solta, se liberta na avenida”, disse.

Muriçocas da Pandemia - O maior bloco de arrasto pré-carnavalesco da cidade também não desfilou. O Muriçocas do Miramar deixou os foliões à espera do próximo carnaval, no ano que completaria 35 anos de folia.

Mesmo sem festa, o hino "Pandemia das Muriçocas", foi composto pelo Mestre Fuba e declara a espera para matar a saudade da avenida. "Não vejo a hora de descer essa ladeira, trocar minha focinheira por uma linda fantasia", diz a canção. Confira:

Para matar a saudade - Mesmo dentro de casa, o bloco lançou uma nova camiseta e estandarte neste ano. Uma exposição em um shopping da Zona Sul de João Pessoa também é apresentada até o fim de fevereiro. 

Estandartes, bonecos e camisetas dos outros anos ficam expostos até o dia 28 de fevereiro, no shopping Sul, na Avenida Sérgio Guerra, nos Bancários. No mesmo local, as camisetas são vendidas por R$ 40, na loja Luz e Cores.

Portal T5

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