“Nome de Ricardo Coutinho pode até estar nas urnas, mas votos não serão legitimados”, alerta Harrison Targino

  O advogado Harrison Targino, da Coligação “A Vontade do Povo”, que atuou nos processos das Ações de Investigação Judicial Eleitoral contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), ainda decorrentes das eleições de 2014, alertou, durante entrevista nesta quarta-feira (11), que, diante da decisão quase unânime do Tribunal Superior Eleitoral em deixar o socialista inelegível até 2022, os votos pró Ricardo nas eleições para prefeitura de João Pessoa, no próximo domingo (15), não serão legitimados.

Segundo o jurista, o nome do ex-governador poderá até constar na urna, já que a preparação eletrônica já foi concluída, no entanto, não contabilizarão para o resultado final.

“O TSE ontem já cassou a elegibilidade de Ricardo Coutinho e determinou que os efeitos fossem imediatos. Ricardo Coutinho está inelegível até 2022, como a eleição já está em cima, o seu nome pode até estar nas urnas, mas de fato seus votos não serão legitimados ao final do processo, exatamente porque decidiu a mais alta instância da justiça eleitoral que ele está inelegível de 2014 até 2022, exatos oito anos”, ressaltou.

Harrison ainda lamentou a demora da Justiça de se reconhecer, apenas seis anos depois, o que se estava perceptível. “Que sirva de lição institucional às instituições da Paraíba o que ocorreu neste caso. Pena que não se tenha visto o que estava a olhos fáceis de perceber e estava sendo denunciado por todos. Os descalabros, os abusos e essa sequência de fatos que a Paraíba hoje conhece em relação ao Governo de Ricardo Coutinho”, desabafou o advogado.

OUTRO LADO

Em áudio publicado nas redes sociais, Ricardo Coutinho (PSB), na noite de ontem, terça-feira (10), logo após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral por sua inelegibilidade imediata, afirmou que continua candidato à prefeitura de João Pessoa, e que sua defesa irá recorrer da decisão da Corte Eleitoral.

“Eu continuo candidato, eu sou Ricardo Coutinho, e nós venceremos às eleições e governaremos essa cidade sim, para podermos transformá-la novamente. Essa decisão é apenas mais um capítulo de tudo aquilo que eu venho passando ao longo dos anos. Eles professam aquela ideia de que primeiro Ricardo não podia ser candidato, depois Ricardo, se conseguisse ser candidato não poderia vencer, e se vencesse Ricardo não podia assumir. Só que nós fomos vencendo cada etapa e vamos vencer essa outra. Os advogados já estão tomando as devidas providências e o grande juiz disso tudo é o povo”, assegurou.

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