Modelo registra boletim de ocorrência de estupro acusando senador

 Uma modelo de 22 anos registrou, nesta segunda-feira (23Novembro2020), um boletim de ocorrência por estupro contra o senador Irajá Silvestre Filho (PSD-TO), filho da senadora Kátia Abreu (PP-TO).

O crime, segundo ela, aconteceu na madrugada de domingo (22Novembro2020) para segunda após a jovem conhecer o senador em um restaurante e ir com ele para uma balada na Zona Oeste de São Paulo.

Em nota, o senador negou o crime e disse que está à disposição das autoridades para esclarecimentos. Ele prestou depoimento durante à tarde na sede da 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na Zona Oeste de São Paulo, onde disse que a relação foi consensual e que está “estarrecido” com a acusação de estupro.

Segundo o boletim de ocorrência, registrado no 14º Distrito Policial, a jovem disse que conheceu Irajá Filho em um almoço no Jockey Clube e que, no começo da noite, foram para a casa noturna “Café de La Musique”.

A jovem relatou que, na balada, tomou bebidas alcóolicas e perdeu a consciência. Depois, ela disse à polícia que acordou, na madrugada desta segunda-feira(23Novembro2020), em um flat do senador no Itaim Bibi, na Zona Sul da capital. A vítima disse que acordou com o senador penetrando-a e dizendo frases como “você é minha” e “agora você é minha, estou apaixonado”.

Segundo o boletim de ocorrência, naquele momento, a jovem “não resistiu ao coito e nem tentou tirar o investigado de cima de si”, porque temia por sua segurança. Em seguida, ela se trancou em um banheiro e chamou ajuda de uma amiga por meio de mensagens por celular.

A modelo contou que, ao sair do banheiro após a chegada da amiga, tentou agredir o senador e foi à recepção do flat pedir ajuda policial.

A modelo está internada em um hospital fazendo exames e a Polícia Civil investiga o caso. Investigadores interditaram o flat onde o suposto estupro ocorreu para perícia do local.

Senador diz que sexo foi consensual

Em depoimento à Polícia Civil sobre o caso, o senador afirmou que conheceu a jovem quando foi convidado para almoçar por um amigo e que conheceu três mulheres no restaurante, entre elas, a vítima. Ele afirma que os dois conversaram e trocaram telefones.

Segundo o senador, a jovem deixou o restaurante dizendo que iria a uma uma festa em uma casa e, em seguida, enviou mensagens incentivando ela ir ao local, onde os dois começaram a “ficar“. De lá, foram para o “Café de La Musique”, na Zona Oeste, onde o senador contou que eles começaram a instigar um ao outro sexualmente.

Foi então que o parlamentar afirma que os dois saíram da boate e foram a pé para o flat dele, que fica do lado da casa noturna. Ele disse que os dois estavam alcoolizados, mas que nenhum estava inconsciente.

O senador contou que eles fizeram sexo oral também um no outro, e que, após o sexo, ficaram conversando amenidades. Após o sexo, ele diz que ela entrou no banheiro e demorou. Foi quando a amiga dela enviou mensagem pra ele perguntando o que estava acontecendo, dizendo que a jovem teria mandado mensagem com a localização e alegando que ele tinha agredido ela.

Irajá Silvestre Filho conta que autorizou a amiga a subir no flat e quando a amiga bateu na porta do banheiro, a vítima saiu e tentou chutá-lo e que quis sair nua no corredor.

Em seguida, o senador diz que ligou para um advogado e foi até a delegacia prestar depoimento.

Nota à imprensa divulgada pelo senador sobre o caso

Foi com surpresa, decepção, tristeza e indignação que tomei conhecimento do episódio infame, maldoso e traiçoeiro envolvendo a minha vida e minha dignidade.

Eu sempre pautei minha vida profissional, pública e pessoal pela ética, respeito e retidão, sendo inimaginável ser acusado de algo dessa natureza.

O fato é que, como principal interessado na revelação ampla e total de toda essa farsa, solicitei que meu advogado, Daniel Bialski, reforçasse às autoridades responsáveis pela investigação do caso que requisitassem a realização de exame de corpo delito na acusadora para comprovar a verdade.

Ressalto que compareci espontaneamente à delegacia responsável pela apuração dos fatos e pedi para ser submetido, voluntariamente, a exame de corpo de delito e toxicológico, tudo para desmistificar o quanto aleivosamente alegado.

As filmagens, demais provas e testemunhas hão de repor a verdade no seu devido lugar e vir a declarar minha total e plena inocência. Confio na polícia e na Justiça e sei que ficará provado que jamais houve nada que possa tangenciar qualquer comportamento inapropriado de minha parte.

Lamento muito ter sido envolvido nesse enredo calunioso e difamatório que busca manchar o meu nome em função da visibilidade momentânea da função que ocupo. Reitero que aguardarei a conclusão das investigações antes de fazer qualquer nova manifestação. Não pretendo ser atirado para essa arena sórdida. A verdade aparecerá e eu a aguardarei com serenidade.

Declaro e reitero que não cometi ilícito algum e estou à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Senador Irajá

 

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