Microsoft substituirá jornalistas por inteligência artificial

Microsoft está demitindo dezenas de seus jornalistas e funcionários editoriais, que trabalham em suas plataformas Microsoft Notícias e MSN, para substitui-los por uma inteligência artificial (IA) que procura, processa, filtra e sugere as histórias que devem ser transmitidas.

Muitos dos funcionários afetados pertencem à divisão da Microsoft chamada SANE (sigla em inglês para a junção dos termos pesquisa, anúncios, notícias e Edge, seu navegador). Ela reúne profissionais contratados como editores, que ajudam a selecionar as histórias a serem veiculadas.

Agora, a intenção da Microsoft é confiar essa tarefa a uma IA que escolherá as notícias que serão apresentadas no MSN.com e no Microsoft Notícias, plataforma encontrada no menu "Iniciar" do Edge ou em forma de aplicativo.

"Eu passo todo o meu tempo lendo sobre como a automação e a IA vão assumir todos os nossos trabalhos, e aqui estou: a IA assumiu o meu trabalho", declarou um ex-funcionário, que não foi identificado.

Segundo a Microsoft, a medida não está relacionada à crise causada pela pandemia de coronavírus. "Como todas as empresas, avaliamos nossos negócios regularmente", contou um porta-voz da companhia. "Isso pode resultar em aumento do investimento em alguns lugares e, de tempos em tempos, reimplantação em outros. Essas decisões não são o resultado da atual pandemia", completou.
Contudo, vale lembrar que as empresas de mídia foram seriamente afetadas pela queda da receita gerada por publicidade.

As primeiras demissões foram registradas pelo portal Business Insider na última sexta-feira (29), quando cerca de 50 funcionários foram mandados embora nos Estados Unidos - mas as equipes internacionais também serão afetadas. De acordo com o jornal The Guardian, por exemplo, mais 27 demissões estão em andamento no Reino Unido. Há dois anos, quando deu início ao Microsoft Notícias, a empresa divulgou que possuía "mais de 800 editores trabalhando em 50 locais em todo o mundo".

Apesar de não ter as notícias como foco, a Microsoft está no ramo há 25 anos, já que lançou o MSN em 1995.

The Verge

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