Erro de digitação impede libertação de presa por engano

Um erro de digitação impediu que Danielle Estevão Fortes, de 26 anos, presa por engano no lugar da irmã, Daniela Estevão Fortes, de 24, deixasse a cadeia nesta segunda-feira (17/06/2019).

Danielle está presa por engano há 10 dias, por dois crimes que não cometeu. O problema decorreu de uma sequência de erros, que começou com a investigação da Polícia Civil e chegou à ordem de prisão, passando pela denúncia do Ministério Público. Nesta segunda, porém, depois de constatada a mancada, a Justiça emitiu um alvará de soltura – e aí a digitação errada do nome de Danielle aumentou a gravidade do episódio. O documento trazia o nome Danielle Esteves. Além disso, o documento de identidade (RG) dela tinha um algarismo errado. As informações são do telejornal RJ2, divulgadas pelo site G1.

Os agentes da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informaram que não podem soltar ninguém nessas condições.

Os advogados de defesa de Danielle tentaram mostrar que o mandado de prisão trazia os mesmos problemas. Mas o erro que serviu para prender não serviu como justificativa para soltar uma inocente. Danielle trabalha em um salão de beleza, mas foi presa acusada de assaltar duas lojas de celulares em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no ano passado.

Segundo a família, Danielle tinha ido até a delegacia prestar depoimento como testemunha no dia 7 de junho, no caso de um irmão assassinado, quando acabou presa. A verdadeira autora dos roubos, segundo a polícia, é Daniela, que está foragida.

A família soube da prisão porque Danielle ligou para uma prima e contou sobre a confusão. Amigas garantem que a jovem trabalha honestamente.

Uma das provas que comprovariam o erro são as três pintas que Danielle tem no rosto, e que não existem na irmã.

Metropole

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