Audiência da ‘Operação Xeque-Mate’ conta com a presença de nove réus

A primeira audiência de instrução e julgamento de um dos processos da ‘Operação Xeque-Mate’ teve início na manhã desta quarta-feira (26), no Fórum da Comarca de Cabedelo. No primeiro momento, serão ouvidas as seis testemunhas apresentadas pelo Ministério Público (acusação), depois as 44 testemunhas da defesa e, por fim, o interrogatório dos nove réus.

A sessão é presidida pelo Henrique Jorge Jácome de Figueiredo, da 1ª Vara da Comarca de Cabedelo e não tem previsão de término. Além deste processo, mais cinco denúncias foram recebidas pelo magistrado.

Nesta etapa, serão ouvidos os réus Wellington Viana França (ex-prefeito de Cabedelo), Marcos Antônio Silva dos Santos, Leila Maria Viana do Amaral, Adeildo Bezerra Duarte, Inaldo Figueiredo da Silva, Jaqueline Monteiro França (ex-presidente da Câmara dos Vereadores e esposa de Wellington Viana), Antônio Bezerra do Vale Filho, Lúcio José do Nascimento Araújo e Tércio de Figueiredo Dornelas Filho.

Antes de começar a audiência, o réu Antônio do Vale teve que ser atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por apresentar problema de pressão arterial.
Um dos promotores de Justiça, Rafael Linhares, disse que o andamento processual está dentro do esperado. “Já foi oportunizado para que a defesa se pronunciasse sobre a denúncia e agora, efetivamente, vamos dar início a instrução. É a marcha natural da ação criminal”, destacou.

Entenda o caso

Os nove acusados foram denunciados pelo Ministério Público Estadual de integrarem uma organização criminosa no Município de Cabedelo, que teria sido responsável por vários episódios criminosos, dentre eles a compra e venda do mandato do ex-prefeito José Maria de Lucena Filho (Luceninha) e a sua consequente renúncia ao cargo; irregularidades na Prefeitura e na Câmara de Vereadores, com servidores fantasmas; e esquema de recebimento de dinheiro desviado do salário dos servidores municipais.

Constam ainda da denúncia outras irregularidades como o financiamento da campanha de vereadores; atos de corrupção envolvendo a avaliação, doação e permuta de terrenos pertencentes ao erário municipal, que beneficiava diversas empresas, bem como ações ilícitas para impedir a construção do Shopping Pátio Intermares com a distribuição de valores ilícitos para vereadores, com atuação pessoal do então prefeito Leto Viana.

Diario da Paraiba

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