Municipal

Atualizado em 12/09/2017 07:44

Após investigações da PF, Cartaxo esquece e nem fala mais da obra da Lagoa

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), falou incansavelmente da obra da Lagoa durante o período eleitoral que culminou com sua reeleição no ano passado. Porém, com a investigações da Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), o seu discurso mudou e agora parece que ele fez questão de esquecer daquele equipamento.

Somente nesta segunda-feira (11), Cartaxo concedeu entrevista a uma rádio e uma emissora de televisão e sequer tocou no assunto. Nos dois compromissos, o prefeito ressalta as ações que fez como a criação de uma Rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e investimentos com a construção de creches, mas não responde aos questionamentos da população sobre o descaso na saúde e o que tem feito para solucionar problemas pontuais como os buracos que se reproduzem nas ruas da cidade.

A obra da Lagoa, que foi o carro-chefe da campanha de Cartaxo, agora é esquecida por ele. Mas os órgãos que investigam o desvio de recursos que chegam próximos aos R$ 6,5 milhões tem lembrado frequentemente ao prefeito que o trabalho de apuração prossegue, enquanto que a Caixa Econômica Federal cobra a devolução deste valor apontado pela Controladoria Geral da União (CGU) como superfaturado da construção do Parque da Lagoa.

Diálogo

Outro ponto que o prefeito tem falado muito é sobre a importância do diálogo com aliados e a população em geral, mas a queixa dos vereadores de sua base de sustentação é que ficam meses para serem recebidos por Cartaxo, que prefere enviar emissários para falar em seu nome.

A vereadora Raissa Lacerda, que é do mesmo partido de Cartaxo, revelou que mais 10 vereadores estariam insatisfeitos com o tratamento recebido pelo prefeito.

Por outro lado, Cartaxo foi questionado sobre a manutenção da aliança com o PMDB e o senador José Maranhão, e respondeu enfaticamente que o diálogo tem que ser mantido.  Não tenho dificuldades de dialogar com ninguém. Divergências podem existir, mas tem que ser superadas com diálogo , disse.