Novo Afonte

Cabedelo

31 de janeiro de 2012 - atualizado às 12h00

Porto de Cabedelo investe em segurança e chega a cinco mil dias sem acidentes

Uma placa afixada na entrada do Porto de Cabedelo chama a atenção de quem passa pelo local. É um placar da segurança, motivo de comemoração entre trabalhadores e diretores da Companhia Docas da Paraíba, que chegou à marca de mais de cinco mil dias sem registrar ocorrência de acidentes de trabalho.

Na área do porto organizado de Cabedelo atuam 53 empregados, entre os gerenciados pela Companhia Docas da Paraíba e os trabalhadores portuários avulsos (TPAs), controlados pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), responsáveis pela movimentação de carga, descarga e armazenamento no parque portuário.

O supervisor de Segurança Portuária e coordenador do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, Jonildo de Oliveira Casado, atribui o resultado à política de prevenção. Segundo ele, são realizadas fiscalizações diárias, além de palestras e treinamentos com os empregados.

Nessas ações, realizadas em conjunto com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), os trabalhadores são orientados a utilizar equipamentos de proteção individual, como capacetes, abafadores de ruído e máscaras de proteção contra poeiras ou gases. "O desafio é conscientizar todos de que estes equipamentos são fundamentais para a saúde e não apenas uma mera obrigação, e isso foi assimilado”, disse Jonildo.

Para o presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Jácome, o resultado que o porto comemora deve servir de exemplo para outras instituições. "Investir na saúde do trabalhador significa assegurar qualidade de vida, redução de custos, que também implica numa menor rotatividade da mão de obra, e ganho de produtividade”, disse. Ele lembra que, em 2011, passaram pelo porto de Cabedelo 1.754.943 toneladas de mercadorias, o que significou um aumento de 27,97% na movimentação de cargas, em relação ao ano anterior. 

A Lei nº 8.630/93, conhecida como Lei de Modernização dos Portos, trouxe nova sistemática para a mão-de-obra portuária no país, permitindo a entrada da iniciativa privada na área do porto organizado. Com esta nova demanda, o Governo Federal instituiu a Norma Regulamentadora nº 29 (NR 29), que definiu regras e condutas a serem seguidas para dar maior segurança e saúde ao trabalhador portuário.

De acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de cinco mil trabalhadores morrem no mundo, todos os dias, por causa de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. O Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006, última publicação do gênero, mostra que, no Brasil, cerca de 500 mil pessoas se acidentaram e três mil morreram de doenças decorrentes do trabalho.

 

Com Assessoria



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